Ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) conversou com Gabriela Prioli no canal do Youtube da comentarista política. Ele participou do quadro 'GPS Político' que foi transmitido neste sábado (24).

'Sou um liberal', afirma Maia

No espectro político, Rodrigo Maia se diz um adepto do liberalismo. "Eu me defino como um liberal na economia e caminhando cada vez mais para ser um liberal nos valores. Sempre com algum conservadorismo já que meu partido político, pelo menos era, um partido assim chamado liberal-conservador", afirmou.

Apesar de se considerar um liberal, Maia entende a importância do estado na vida das pessoas.

"Pontos fundamentais, na economia um caminho mais liberal, mas ao mesmo tempo respeitando o papel do estado num país pobre brasileiro. Não é nem um liberalismo radical, compreendendo que o mercado atividade privada tem um papel fundamental no desenvolvimento de um país e quer gerar riqueza, e claro, a defesa das instituições democráticas, óbvio", destacou.

O deputado fez uma reflexão sobre o atual estado brasileiro. "A gente não achava que esse assunto ia voltar, mas voltou nos últimos anos, e a compreensão de qual é o papel do estado numa sociedade de um país em desenvolvimento. A gente olha o papel do estado brasileiro, a gente vê que é um estado que ele tem ao longo dos últimos anos, ele vem ao invés de estar distribuindo renda, reduzindo desigualdades, o estado ao contrário, ele tem concentrado poder e renda na mão da elites", pontou.

Críticas a Bolsonaro

Muito se comenta sobre a criação de uma frente ampla para derrotar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na eleição de 2022. O deputado acredita que isso é possível. "Hoje estou vendo matérias onde o PSDB volta a dialogar com Ciro Gomes, onde o MDB dialoga com PT e dialoga com os candidatos da centro-direita também.

Eu acho que nós estamos avançando. É claro que os partidos tendem a sempre tentar ser a alternativa de poder. O partido existe pra chegar ao poder. Então, às vezes a gente não consegue ter uma frente ampla no primeiro momento, mas eu acho que a gente consegue construir candidaturas com apoios. Talvez uma na centro-esquerda outra na centro-direita.

Talvez o próprio presidente Lula esquerda. Mas que depois elas dialogando possam construir no segundo turno um apoio amplo", disse.

Durante o tempo em que presidiu a Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia teve várias divergências com o presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores. Maia foi áspero nas ressalvas ao atual Governo. "Não derrotar o Bolsonaro [em 2022]. É derrotar um governo que não tem projeto de país. Ao contrário, um governo que destrói o que existe de estado brasileiro e de forças das nossas instituições democráticas. A gente nunca deve ter um projeto para derrotar outro, a gente tem que ter um projeto para colocar algo que de fato nos estimule a acordar todo dia", completou.