Na véspera do dia em que se comemora a Consciência Negra, João Alberto, um cidadão negro, foi morto por um segurança e um policial militar temporário em um supermercado de Porto Alegre. O fato levantou questões importantes sobre racismo, desigualdade racial e o tratamento que a população negra, maioria no Brasil, recebe e provocou protestos nas lojas físicas do grupo e nas redes sociais.

Por que existe o Dia da Consciência Negra?

Ele foi criado no Brasil em 2003, instituído em âmbito nacional pela lei de nº 12 519, de 10 de novembro de 2011. Em muitos locais do país, o dia 20 de novembro é feriado em muitos estados devido aos decretos estaduais, sendo eles: Rio de Janeiro (RJ), Alagoas (AL), Amapá (AP), Mato Grosso (MT) e Amazonas (AM).

Ao aderirem essa lei, a responsabilidade é da Câmara de Vereadores de cada município, decidir se haverá o feriado na cidade.

O que se comemora no Dia da Consciência Negra?

A data além de chamar a atenção das pessoas para a inserção do negro na sociedade brasileira, coincide com o tributo feito à morte de Zumbi dos Palmares. Ele foi um grande líder da população negra no país, atuou na luta ela libertação do seu povo da escravatura, sistema escravista que dominou o Brasil por longos anos.

O dia 20 de novembro também é muito importante para que haja o reconhecimento e o respeito para com os descendentes africanos, povo que contribui com boa parte para a construção da sociedade brasileira. Neste dia também muito se discute sobre a desvalorização e preconceito por sua cultura, fomentando fóruns e discussões sobre as questões raciais, discriminação, igualdade social, debates sobre a inclusão de negros na sociedade e a cultura afro-brasileira, que é tão rica e muitas vezes, menosprezada.

O que aconteceu na véspera do Dia da Consciência Negra?

Na noite dessa quinta-feira (19), o cidadão João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi conduzido para fora da loja do Carrefour após um desentendimento com uma das funcionárias do local. Um segurança e um policial militar temporário, apontados como agressores, bateram muito em João Alberto, que ficou desfalecido ali no chão.

Uma equipe do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi chamada e tentou reanimar o homem depois que ele foi espancado, mas ele morreu no local.

Os agressores foram presos em flagrante, o crime está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Porto Alegre. Em nota, o estabelecimento afirmou que rompeu o contrato com a empresa de segurança.

Segundo Alexandre Bompard, as equipes do Grupo Carrefour Brasil prestarão total “colaboração com a Justiça e autoridades para que os fatos deste ato horrível sejam trazidos à luz”. Bompard disse ainda que medidas internas foram imediatamente tomadas e que o Grupo Carrefour Brasil, não compactua com racismo e violência.

Mas isso não foi o suficiente, as imagens do espancamento de João Alberto viralizaram nas redes, e em vários estados do país, a repercussão da morte covarde de João provocou protestos nas lojas físicas do Carrefour e nas redes sociais.

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