No dia 7 de julho, ao ser submetido a testes para coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) comunicou que está com a Covid-19. No domingo (5), o presidente começou a sentir os sintomas: dor de garganta e febre alta e na segunda-feira se encaminhou para o Hospital das Forças Armadas, em Brasília. Foi realizado o teste RT-qPCR, para averiguar se havia a presença do material genético do vírus no presidente e o resultado destes foi positivo.

Apesar de serem casados e conviverem, a primeira dama Michelle Bolsonaro testou negativo para o coronavírus. Além dela, sua filha também foi submetida a testes e obtiveram o mesmo resultado.

A avó da primeira dama, Maria Aparecida Firmo Ferreira, de 80 anos, detectada com a Covid-19 encontra-se internada no Hospital Regional de Santa Maria, no Distrito Federal desde o início do mês.

Além da primeira dama e sua filha, ministros, secretários, aliados e funcionários que tiveram contato direto com o presidente nos últimos dias também fizeram exames para detectar a doença e o mesmo acontecerá com o embaixador americano no Brasil, Todd Chapman, que almoçou com o presidente no sábado (4).

Bolsonaro testa positivo para Covid-19

Segundo o presidente, os sintomas começaram no domingo (5) com uma certa indisposição, que se agravou na segunda-feira com mal-estar, cansaço e febre de 38 graus. "O médico da presidência, apontando a contaminação por Covid-19, fui fazer uma tomografia no hospital.

Equipe médica decidiu dar hidroxicloroquina e azitromicina. Como acordo muito durante a noite, depois da meia-noite senti uma melhora, às 5 da manhã tomei a segunda dose e estou me sentindo bem", disse Bolsonaro.

Desde o anúncio do resultado positivo para o coronavírus, o presidente se mantém na residência oficial do Palácio da Alvorada, cumprindo suas obrigações e despachando com ministros por meio de videoconferência.

Na sexta-feira (10), antes da nomeação de Milton Ribeiro para a pasta do Ministério da Educação, Bolsonaro foi visto caminhando usando máscara nos jardins do Palácio da Alvorada.

Segundo a Secretaria de Comunicação da Presidência, por meio de nota, o Presidente "evolui bem, sem intercorrências". Apesar de apresentar boas condições de Saúde, ele é acompanhado, conforme sua rotina, pela equipe médica da Presidência da República.

Para tranquilizar a população e eleitores, Jair Bolsonaro fez uma transmissão ao vivo por uma rede social. Diferentemente das demais lives, em que aparecia acompanhado de ministros, intérprete de libras e aliados, dessa vez o presidente apareceu sozinho e sem máscara.

Bolsonaro defende uso da hidroxicloroquina

O presidente defende o uso da hidroxicloroquina como uma forma de prevenção da Covid-19. A hidroxicloroquina é um fármaco prescrito para tratamento e prevenção da malária, podendo ser aplicado no tratamento de artrite reumatoide, lúpus eritematoso, porfiria cutânea tarda, febre Q e doenças fotossensíveis.

Segundo especialistas, o remédio não tem eficácia comprovada no tratamento da Covid-19.

A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) se posiciona contra o parecer do Ministério da Saúde para a utilização rotineira da cloroquina e da hidroxicloroquina, alegando a ausência de comprovação de eficácia. Até o momento, os estudos clínicos feitos com o medicamento "não demonstraram benefício no tratamento de pacientes hospitalizados com Covid-19 grave". Em casos mais leves e moderados ou no período inicial da doença ainda estava sendo analisado e aguardava resultado.

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