Uma menina de 16 anos de idade foi sequestrada e abusada sexualmene dentro de um veículo, no alto do morro da cidade de Camapuã, no Mato Grosso do Sul.

O suspeito seria um homem de 19 anos, o mesmo que teria matado estrangulada uma transexual no último dia 20 na cidade.

A vítima foi violentada na primeira metade de novembro, mas com medo de retaliações do agressor, só foi à Polícia esta semana, pois sabia que ele encontrava-se preso desde o dia 22 de novembro, pelo assassinato de uma transexual que o mesmo namorou por 6 meses.

A polícia o classificou como tendo um perfil de psicopatia.

O abuso contra a jovem ocorreu em um dia em que ela estava em uma loja de conveniência, e o homem não parava de olhá-la fixamente. Algum tempo depois, já perto da meia-noite, a adolescente foi ao sanitário, porém, como encontrava-se com muita fila, ela decidiu ir ao banheiro de uma praça, distante três quadras do local.

Ela contou que foi abordada por ele quando ainda chegava no banheiro e acabou sendo rendida com um mata-leão, um golpe de jiu-jitsu, sendo o mesmo que o assassino disse que ter usado contra a transexual.

Após ter sido imobilizada com o golpe, a adolescente foi jogada dentro de um veículo e a levou até um morro da cidade, distante 2 quilômetros e abusou sexualmente da jovem por cerca de 20 minutos, no banco dianteiro do carro.

A menina disse para a polícia que terminado o abuso, o homem começou a tentar engasgá-la com as mãos, dizendo que ira matá-la, para que ela não o denunciasse. Ela relatou também que só conseguiu escapar depois que deu uma cotovelada em sua barriga, abriu a porta do carro e fugiu. Sem alternativa, jogou-se do morro para fugir da morte.

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Polícia Mulher

Caso seja comprovado, o rapaz poderá cumprir pena de 8 a 15 anos de prisão.

Morte de trans teve ação parecida

O mesmo rapaz, que confessou à polícia ter assassinado a transexual Márcio Rodrigues, de 29 anos, no último dia 20, mudou a história de que a motivação foi ele ter sido trocado pela trans, mas que, na verdade, havia feito sexo com ela antes do crime. O corpo da vítima foi achado em um milharal, e, em sua nova versão, o rapaz disse que matou a vítima asfixiada com uma joelhada no pescoço, após imobilizá-la com um mata-leão, mesmo golpe usado contra a jovem de 16 anos.

Ele se entregou à polícia no dia do crime, mas como não foi preso em flagrante e não possuía antecedentes criminais à época, acabou sendo liberado. O juiz, porém, pediu sua prisão preventiva devido ao grave delito cometido. Ele encontra-se preso desde o dia 22 de dezembro.

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