O caso da jovem Nicolly Guimarães Sapucci, de 22 anos, que foi morta no CDP (Centro de Detenção Provisória) em Jundiaí, tem ganhado a atenção dos internautas pelo fato dela ter sido morta em uma visita íntima. Revelações ao longo das investigações da Polícia, porém, mostraram que a jovem já havia terminado a relação com seu algoz e, segundo a tia, teria ido à visita íntima apenas para esclarecer um boato de infidelidade.

Michael Denis Freitas, de 25 anos, é suspeito de ter matado a companheira dentro da cadeia.

Michael estava preso por roubo desde o início de 2018 e desde março do mesmo ano Nicolly estava cadastrada para fazer visitas ao ex-namorado. Menos de um ano depois, porém acabou morrendo após ser espancada e sofrer traumatismo craniano no CDP. A morte aconteceu no dia 27 de janeiro. Nicolly tinha um filho de quatro anos, de outra relação.

A novidade agora ficou por conta de um áudio revelado por uma amiga, que mostra o temor da vítima em fazer a visita íntima. O G1 revelou o áudio onde mostra que Nicolly estava com medo de ir ao CDP e ser morta no local.

Áudio mostra temor de vítima em fazer visita

Segundo Nicolly, a mãe de Michael mandou para um amigo do preso uma foto que teria sido publicada por ela no Facebook de biquíni e ao lado de um homem.

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A vítima explica que não tem mais nada com Michael e que o rapaz, ao qual a ex-sogra se referia, era seu primo.

Em outro áudio trocado com uma amiga, Nicolly também revela o medo de visitar o ex-namorado na cadeia. “Vou ter que ir no CDP, só que agora estou com medo. E se ele tentar me matar lá dentro?", disse à amiga. Os áudios foram levados pelo G1 à Delegacia da Mulher e na sequência analisados pela delegada do caso.

Nicolly disse ainda que o ex-namorado era "louco". "Ele é louco. Ele vai vir perguntar, mas ninguém tem prova que a gente ficou", disse Nicolly no áudio. Ao final ela ainda fala novamente que tem dúvidas se sairia viva do local.

A morte de Nicolly

Mesmo temendo pela vida, a mulher decidiu ir até o CDP para explicar a situação ao ex-namorado. De lá ela não saiu com vida. Durante a contagem de visitantes, carcereiros perceberam que uma visitante não havia saído.

Eles foram procurar na cela de Michael e ela estava desacordada e caída no local. Os agentes penitenciários acionaram o socorro mas, logo depois, a jovem veio a óbito.

Após a morte da jovem, outro fato tornou o caso ainda mais notório. Imagens do corpo da mulher foram divulgadas na internet, o que também desencadeou um novo processo junto à Delegacia da Mulher. O vilipêndio de cadáver é crime passível de detenção.

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