A demissão da empresária Letícia Catelani da Agência de Promoção à Exportação (Apex), foi um dos assuntos mais comentados no Twitter nesta terça-feira (7).

Em postagem na sua conta da rede social, Letícia alega que foi mandada embora da entidade por ter combatido a Corrupção na agência. Ela afirma também que sofreu pressões de dentro do Governo para manter contratos espúrios, além de ataques e difamação.

Foi criada até mesmo a hastag #SomosTodosLeticia, que critica a saída da empresária da entidade. Letícia Catelani é próxima de Eduardo Bolsonaro.

Apex

A Agência de Promoção à Exportação é uma entidade do Ministério das Relações Exteriores.

Catelani exercia a função de diretora de negócios, sua exoneração ocorreu na última segunda-feira (6).

O militar Sérgio Segóvia é o novo presidente da Apex. Segóvia também demitiu o diretor Márcio Coimbra (gestão corporativa).

Tanto Letícia Catelani quanto Márcio Coimbra, são indicações do chanceler Ernesto Araújo, conhecido por ser um seguidor do ideólogo Olavo de Carvalho, enquanto Sérgio Segóvia, faz parte da ala militar do governo Bolsonaro.

Sérgio Segóvia é contra-almirante da Marinha Brasileira e já atuou em outras áreas do órgão. Segóvia assumiu a presidência da Apex na última segunda-feira (6), ele é o terceiro presidente da agência no governo do presidente Jair Bolsonaro.

Desde o início do governo Bolsonaro, em janeiro, a Apex é um dos principais motivos de embate entre os grupos rivais dentro do governo, a ala militar e a ala olavista (como são chamados os seguidores do polêmico escritor Olavo de Carvalho).

Letícia acumulou desavenças com os dois últimos presidentes da entidade.

A nota que divulga as exonerações de Catelani e Coimbra rebate as acusações de que o novo presidente da entidade não teria experiência na área e que também não fala inglês, exigências para assumir a função.

A nota divulgada afirma que Segóvia é fluente em Inglês e Espanhol e lista a experiência profissional de Sérgio Segóvia.

Segundo o que foi divulgado pelo Estadão/Broadcast, para permitir as exonerações o estatuto da Apex teve que ser alterado pela segunda vez desde o início de 2019.

No mês de abril, Ernesto Araújo –a agência é subordinada ao chanceler– já havia alterado o estatuto da Apex.

O motivo desta alteração feita por Araújo seria para retirar poderes da presidência para permitir que diretores pudessem nomear servidores.

Araújo teria devolvido agora os poderes ao presidente da Apex.

Letícia Catelani trabalhou na campanha de Jair Bolsonaro e foi a responsável por providenciar o avião que levou o cirurgião Antonio Luiz Macedo a Juiz de Fora para tratar da facada sofrida por Bolsonaro na campanha. Por isto que a exoneração de Letícia foi recebida com surpresa por funcionários da Apex.

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