Maurício Valeixo, diretor-geral da Polícia Federal (PF), disse nesta terça-feira (23) ao STF (Supremo Tribunal Federal) que não há nenhum inquérito ou investigação das condutas do jornalista Glenn Greenwald. Dias Toffoli, presidente do Supremo, recebeu a informação como uma resposta a ação do partido da Rede Sustabilidade, que tenta impedir que o jornalista americano seja investigado.

O partido da Rede Sustentabilidade entrou com uma ação no STF, logo depois de serem publicadas supostas mensagens entre Sérgio Moro e procuradores da Lava Jato.

A Rede disse que teria um possível pedido para o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) verificar as movimentações financeiras do jornalista Greenwald.

Recentemente, o Coaf fez um pedido de sigilo ao TCU (Tribunal de Contas da União) e não deu mais detalhes sobre se estaria realizando alguma análise das movimentações do jornalista americano. Paulo Guedes, ministro da Economia, mandou para o tribunal um documento oficial, dizendo estar intrigado com esse pedido e que só o Coaf –por ser um órgão autônomo– poderia dar mais explicações.

Esses pedidos (documentos) foram mandados, logo depois, que o ministro do TCU, Bruno Dantas, que é também relator de representação feita para o MPC (Ministério Púbico de Contas), fazer uma solicitação de esclarecimento das publicações do site O Antagonista que dizia que a Polícia Federal teria feito um pedido de movimentação financeira de Glenn Grenwald. Valeixo esclareceu ao STF que foram só pesquisas técnicas da PF e disse que não há nenhum inquérito evolvendo o jornalista.

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Lava Jato Jair Bolsonaro

PF prende suspeitos de invadir celular de Moro

Na última terça-feira (23), a investigação dos suspeitos de invadir o celular do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e os procuradores da Lava Jato, teve um importante desdobramento. Isso porque houve a prisão de suspeitos do crime de invasão. A PF (Policia Federal) cumpriu quatro dos mandados de prisão.

As buscas foram feitas nas cidades de São Paulo, Araraquara (SP) e Ribeirão Preto (SP), numa operação que teve o nome de Spoofing. Foram presos e levados a superintendência da Polícia Federal, que fica em Brasília, 3 homens e 1 mulher para serem interrogados.

Chagaram em Brasília, nessa terça-feira (23), às 19H, mas, saíram da viatura três horas depois.

Dois dos homens levados para Brasília se chamam Gustavo Henrique Elias Santos (28), que mora em São Paulo, e Walter Delgatti, que mora em Araraquara. Porém, a Polícia Federal não disse se essas identidades são mesmo dos envolvidos. Os outros detidos não tiveram os nomes citados.

Segundo informações da Folha de S.Paulo, Gustavo Santos já teria sido condenado pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), pelo crime de porte de arma ilegal.

Ariovaldo Moreira, advogado de defesa, disse que desconhece qualquer envolvimento de Gustavo com atividades de crimes virtuais. Segundo Moreira, o suspeito trabalha com DJ. Já sua família diz que a prisão dele é um erro.

Segundo informação do site O Antagonista, Delgatti Neto tem uma ficha mais longa. Foi preso e condenado por carregar e falsificar documentos e também, por porte de arma ilegal. Está sendo investigado por outros crimes como estelionato e foi preso em 2015 portando uma identidade falsa de delegado de polícia.

Também, é filiado do DEM, partido que é aliado do presidente Jair Bolsonaro.

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