A medida provisória publicada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, na noite deste domingo (22), foi alvo de grande revolta nas redes sociais. Com o decreto, o presidente permite que empregadores possam suspender o contrato do trabalho por até 4 meses, sem pagar os salários durante o estado de calamidade pública que o Brasil irá passar por consequência do surto do novo coronavírus.

De acordo com os entrepostos da medida, o empregador terá a obrigação de manter os benefícios como plano de Saúde durante a suspensão do trabalho.

O empregador poderá negociar o pagamento de ajuda mensal de forma individual entre as duas partes, não tendo “natureza salarial”.

Na internet, a reação foi de verdadeira indignação com a medida provisória. Muitas pessoas afirmaram que, com isso, a situação será ainda mais complicada, especialmente para o trabalhador. "Ou o trabalhador morre infectado pelo Coronavirus ou morre de fome", escreveu uma internauta.

Alguns, no entanto, saíram em defesa da Medida Provisória, afirmando que isso será um ajuste necessário para o país, pois a realidade econômica durante o surto do vírus será devastadora.

Algumas pessoas decidiram diminuir a gravidade que a doença vem mostrando, como é o caso do presidente.

Bolsonaro reclama de ações 'excessivas' contra o coronavírus

Nesta segunda-feira (23), o presidente Jair Bolsonaro classificou as medidas adotadas pelos governadores como “excessivas”, afirmando que poderá ter efeitos colaterais “danosos” para a economia do país.

De acordo com o presidente, a Medida Provisória que irá permitir que os contratos de trabalho sejam suspensos por até 4 meses durante o surto, é uma forma que encontrou para “preservar empregos”.

Ele ainda ressaltou que a vida das pessoas está em primeiro lugar, mas que, no entanto, a dose do remédio não pode ser danosa de forma que supere os problemas do próprio vírus, sendo este o cerne da questão.

Bolsonaro realizou as falas na saída do Palácio da Alvorada, aonde reside.

Nos últimos dias, o político vem fazendo duras críticas aos governadores do país, especialmente o paulista João Doria (PSDB-SP) e o carioca Wilson Witzel (PSC-RJ), tudo devido as medidas de paralisação realizadas, aonde as atividades comerciais estão sendo suspensas.

Nas palavras de Bolsonaro, essas autoridades estão ministrando com remédio em excesso, levando ao desemprego da população.

O presidente ainda informou que, nesta segunda-feira (23), participará de duas videoconferências, dialogando com os governadores das regiões Norte e Nordeste e discutindo possíveis ações contra o avanço do coronavírus.

Chefes e outras regiões do país também deverão participar das videoconferências nos próximos dias.

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