Ermando Piveta, de 99 anos, recebeu alta, nesta terça-feira (14), após internação por coronavírus. Ele chegou ao Hospital das Forças Armadas no dia 6 de abril, com infecção pulmonar. Os profissionais e a família do paciente comemoram a recuperação.

Pivetta integrou a Força Expedicionária Brasileira (FEB). Ele é o brasileiro mais velho a se recuperar da covid-19. Em nota, o hospital reforçou que, após detectar o caso de coronavírus, o paciente contraiu uma infecção bacteriana secundária. Os dois primeiros dias de tratamento foram os mais complicados, destacou o hospital. “Não chegou a evoluir para ventilação mecânica”, disse, à Agência Brasil Nestor Francisco Miranda Júnior, diretor do hospital.

No hospital, há uma ala destinada à covid-19. Piveta ficou nesse espaço por oito dias, respondendo bem aos antibióticos que recebeu. O paciente comparou a doença a uma guerra. “Saí dessa luta como vencedor”, declarou, ao sair do hospital.

À assessoria de imprensa do Exército Brasileiro, a filha de Piveta Vivian, agradeceu aos médicos. “Estamos felizes e agradecidos”, resumiu. Ele espera que o coronavírus passe logo e que o Brasil volte a ter paz.

É surpreendente

O infectologista do Hospital das Forças Armadas Hemerson Luz classificou como surpreendente a recuperação de Piveta. Para o médico, o paciente é um vencedor, uma vez que combateu a Segunda Guerra Mundial. “Existe a possibilidade de cura para todos”, destacou o oficial, ao classificar a recuperação de Ermando como um caso de esperança.

Aprovados

Até terça-feira (14), a Comissão de Ética e Pesquisa do Conselho Nacional de Saúde aprovou 21 protocolos de pesquisas relacionadas a estudos clínicos com pacientes de coronavírus, informou a Agência Brasil. São 76 pesquisas que foram aprovadas desde 23 de março. As pesquisas incluem investigações de epidemia e saúde mental durante o isolamento social.

De 21 ensaios clínicos, 14 deles estão em São Paulo. Outros cinco estados brasileiros enviaram protocolos.

De saída

Nesta quarta-feira (15), o Ministério da Saúde comunicou a demissão de Vanderson de Oliveira. Ele exercia o cargo de secretário de Vigilância em Saúde. A saída ocorre após a divulgação da possível demissão do ministro da pasta, Luiz Henrique Mandetta.

Vanderson era o responsável por apresentar ações de combate ao novo coronavírus.

O Ministério ainda não informou se há substituto. Vanderson é doutor em epidemiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Atua como servidor público federal no Hospital das Forças Armadas.

Dos 20 anos de experiência profissional, Vanderson de Oliveira trabalhou por 16 anos no Ministério da Saúde.

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