Em entrevista, nesta quarta-feira (8), para a agência de notícias Associated Press, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a tecer críticas ao atual ocupante do cargo, Jair Bolsonaro. Na visão do representante do Partido dos Trabalhadores (PT), o ex-integrante do Partido Social Liberal (PSL) necessita mudar sua postura diante da pandemia do novo coronavírus. Além disso, considerou que a população pode desejar uma mudança no cenário político antes das Eleições presidenciais de 2022. De acordo as divulgações das secretarias estaduais de Saúde, são 15.927 casos de pessoas infectadas pelo coronavírus no Brasil, com o total de 800 mortes.

Lula pontuou que "a sociedade brasileira talvez não tenha paciência para esperar" a nova disputa pelo cargo máximo no país. Para ele, o mesmo eleitorado que elegeu seu rival " tem o direito de destituir esse presidente quando perceber que ele não está fazendo o que prometeu". O ex-presidente afirmou que, neste momento, Bolsonaro "é um desastre".

Lula lembra que Doria é adversário, depois de elogiar postura de governador

Após elogiar recentemente João Doria, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Lula lembrou que o governador de São Paulo continua sendo um de seus adversários políticos e que, na ocasião, estava "apenas reconhecendo aqueles que fizeram um trabalho mais eficaz" no combate à Covid-19.

O ex-presidente permanece isolado com a namorada Janja em São Bernardo do Campo. Ele está de volta depois de realizar uma viagem pela Europa. Luiz Inácio afirmou ter mantido conversas com muitos políticos, porém na maioria das vezes de forma online em razão da necessidade de se manter a quarentena.

Lula aponta alternativa para crise diante do coronavírus

Um caminho considerado por Lula diante da crise atual é imprimir dinheiro, o que, segundo ele, evitaria o fechamento de negócios e o caos social. O ex-presidente destacou que são as pessoas pobres que "precisam de liquidez neste momento. Precisam comprar sabão, desinfetante para as mãos", enfatizando ainda que são eles que necessitam de "liquidez", "não o sistema financeiro brasileiro".

Em suas próprias redes sociais, Lula ressaltou o ponto de vista sobre este quesito.

"O governo está tratando essa crise como se fosse uma qualquer. Eles dão liquidez aos bancos enquanto aos pobres não se dá nada. Enquanto isso, os americanos e alemães estão imprimindo dinheiro. O Brasil precisa imprimir moeda", escreveu.

A Covid-19 na visão de Bolsonaro e os governadores

Jair Bolsonaro tem demonstrado uma visão diferente da maioria dos governadores na questão da pandemia.

Em alguma situações, indo na direção oposta às orientações do Ministério da Saúde. Ele defende o afrouxamento das regras de quarentena e o retorno das atividades no setor do comércio.

No Rio de Janeiro, por exemplo, o governador Wilson Witzel, ex-aliado de Bolsonaro nas eleições de 2018, tomou medidas mais rigorosas na tentativa de conter a disseminação da Covid-19. Com o surgimento dos primeiros casos do novo coronavírus no estado, o integrante do Partido Social Cristão (PSC) recomendou a suspensão de várias atividades. Os shoppings tiveram o funcionamento interrompido, após um decreto do governador. Em São Paulo, Doria também optou pelo fechamento do comércio e de serviços não essenciais.

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