A cozinheira Gilmara de Almeida da Silva, de 45 anos, foi encontrada morta na casa de seus patrões. Na noite desta segunda-feira (3), a Polícia prendeu o suspeito de assassinato.

A família alega ter encontrado a cozinheira caída no chão, porém, ao chegar ao local, a equipe médica constatou que Gilmara havia morrido de asfixia mecânica e não de causa natural.

A casa onde a cozinheira trabalhava fica no bairro Freguesia, zona oeste do Rio de Janeiro.

Prisão

De acordo com informações da Polícia Civil, a equipe chegou na identidade do suspeito de homicídio após a realização de uma perícia, colhendo depoimentos de testemunhas, ouvindo os familiares da vítima e entre outras averiguações.

O suspeito foi preso por agentes da Delegacia de Homicídios da Capital. Foi estabelecia prisão temporária por homicídio.

Em nota oficial, a Polícia Civil informou que as investigações continuam em andamento e que a equipe tenta esclarecer todos os fatos envolvendo a morte da cozinheira. A identidade do suspeito, porém, permanece em sigilo.

Michelle da Silva

Segundo a filha da cozinheira, Michelle da Silva, um enfermeiro novo havia sido contratado para auxiliar nos cuidados do casal de idosos. Ele estava trabalhando na residência há apenas dois meses e Gilmara já havia conversado com a família sobre a relação difícil entre os dois.

Gilmara alegava que o novo enfermeiro atrapalhava seu trabalho na cozinha constantemente e que ela acreditava que ele estava tentando fazer com que ela fosse demitida.

Ainda de acordo com Michelle, os filhos do casal de idosos chegaram a chamar a atenção de Gilmara porque os cães estariam soltos na residência, o que havia sido proibido pelos filhos anteriormente. A cozinheira acreditava que o enfermeiro havia soltado os animais para prejudicá-la.

A filha também relatou que o cuidador andava pela casa com os calçados sujos para que a mãe nunca terminasse de limpar e que arrastava os móveis da casa para que o chão fosse arranhado e a cozinheira fosse responsabilizada.

Como cozinheira, Gilmara era responsável pelo preparo dos alimentos de todos. A filha também contou que houve um dia que a mãe preparou um escondidinho e, antes de servir para o almoço, ela guardou uma parte na geladeira para que o cuidador jantasse e o homem relatou aos patrões que Gilmara o deixou sem comida.

No entanto, em nota oficial da Polícia Civil, não foi divulgado se o homem preso por homicídio era o enfermeiro e cuidador do casal de idosos.

Investigação

Gilmara foi encontrada morta na casa dos patrões. As informações iniciais eram de que ela foi encontrada no chão já desacordada, porém, no hospital, foi constatada asfixia mecânica, além de hematomas e marcas de agressão física.

Ainda de acordo com Michelle, uma situação chamou a atenção dos policiais: o patrão de sua mãe foi hospitalizado no mesmo dia em que ela precisou faltar ao trabalho por estar se sentindo mal.

Durante as investigações, foi constatado que o celular de Gilmara estava sujo de terra e que, ao usar luminol na cena do crime, a polícia encontrou uma grande quantidade de sangue na varanda da casa.

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