O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) posou para uma foto com um homem que é considerado um dos lugares-tenentes do Primeiro Comando da Capital (PCC) a maior máfia brasileira.

A foto foi tirada no dia 28 de dezembro, no estádio do Santos Futebol Clube, em um evento beneficente organizado todos os anos por um ex-jogador do time. As informações são do El País.

A foto foi publicada pelo próprio suspeito, o empresário Fredy da Silva Gonçalves Bento, conhecido como Fredy Restrito.

André do Rap

De acordo com a Polícia Civil de São Paulo, Fredy seria "o responsável pela lavagem de dinheiro do PCC". A corporação informou ainda que ele seria o braço direito do criminoso André do Rap.

O traficante é o responsável pelo envio de toneladas de drogas ilícitas do Porto de Santos para a Europa. Fontes da polícia afirmam que André ainda é um dos principais comandantes do PCC.

STF

O criminoso foi preso em setembro de 2019 em uma operação que envolveu mais de 30 policiais. André do Rap foi solto por uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello, que baseou sua decisão em um novo regramento sobre prisões preventivas.

De posse de uma liminar, o traficante saiu do presídio de Presidente Venceslau pela porta da frente e desde então está desaparecido.

O inquérito que foi instaurado contra o empresário começou com uma operação modesta da Polícia Civil.

No ano de 2017, um traficante sem muita relevância, conhecido como Baianinho, foi preso com uma arma de calibre restrito e que estava raspada.

Baianinho estava também com um caderno com várias anotações cifradas com informações da contabilidade do PCC.

A Polícia Civil então investigou os números de telefone que estavam na caderneta e foi assim que chegaram ao nome de Fredy da Silva Gonçalves Bento.

A partir da deste fato, começou a investigar Fredy e foi descoberto que ele começou a trabalhar como feirante, teve passagem na Polícia Militar e se tornou um empresário que atua em empreendimentos que o levaram a ter negócios muito lucrativos, o empresário nem consegue explicar quantos negócios possui.

Foi justamente o crescimento vertiginoso das finanças do empresário que chamou a atenção da polícia.

No patrimônio de Fredy consta: restaurantes, lojas de roupas, uma produtora de eventos, entre outras empresas.

A polícia acredita que a vasta gama de empresas do empresário faz parte da lavanderia do PCC. Fredy é suspeito de lavagem ou ocultação de bens e associação para o tráfico de drogas.

Esquema de segurança

Tanto a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) quanto o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) nem nenhum integrante do governo federal sabiam que o presidente iria participar de um evento em que estaria presente um suspeito membro do PCC.

A reportagem do El País entrou em contato com o GSI e a Secom, a Secretaria de Comunicação do governo, para saber quais foram os protocolos de segurança utilizados no dia do evento e também para saber como não foi notada a presença do suposto braço direito de André do Rap.

A Secom não quis se pronunciar, e o GSI, via assessoria de imprensa, informou que Jair Bolsonaro foi convidado para um evento e que os convidados não eram responsabilidade do GSI.

A nota recomendou que fossem procurados os organizadores do evento.

Ainda foi informado que o GSI não é responsável pela agenda presidencial e também não tem poder de polícia.

O órgão também declarou que foram obedecidos todos os protocolos de segurança para garantir a integridade do presidente.

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