Viajar ficou quase impossível desde que o vírus responsável pela pandemia de Covid-19 surgiu pelos mais variados cantos do Brasil. E, como se deve deduzir, além do setor de cultura e entretenimento, um dos mais dilacerados foi o do Turismo.

As atividades em funcionamento parcial ou inexistente se traduzem em números financeiros: cerca de R$ 312,6 bilhões deixaram de circular por pontos históricos, praianos ou de aventura.

Depois de um ano da presença do coronavírus, a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) registra que o setor opera com 45% de suas receitas mensais.

Lembrando que as restrições de isolamento social permaneceram fortes em março de 2021. Justamente por esse motivo, o turismo deverá acumular novas perdas relevantes.

Se a população brasileira for vacinada em ritmo acelerado, a CNC acha que a atividade conseguirá algo positivo no segundo semestre de 2021. Mas, a entidade trabalha mesmo com a perspectiva de uma recuperação real e vigorosa só no fim de 2022.

Um pequenino alento

De acordo com o economista Fábio Bentes, da CNC, o resultado negativo aliado a uma situação delicada do próprio setor deste tipo de serviço faz com que se atinja o fundo do poço. Ou quase.

Analisando-se as perdas no faturamento, é possível comparar o salto entre os meses de março e abril de 2020: no primeiro mês, a queda foi de R$ 13,38 bilhões.

Já o mês de abril, o retrocesso foi de R$ 36,94 bilhões.

Contando com desempenho um pouco mais animador a partir de maio de 2020, o turismo entrou em novo descenso logo no início de 2021: fevereiro teve R$ 15,96 bilhões de prejuízo; em março, a perda foi de R$ 22,03 bilhões.

O eixo composto pelos estados do Rio de Janeiro e São Paulo é o que contabiliza o maior volume de prejuízo financeiro: R$ 49,4 bilhões e R$ 112,9 bilhões, respectivamente.

Depende do ponto de vista

Dois estados campeões na promoção do turismo na região Nordeste, Rio Grande do Norte e Bahia têm posturas diferentes ao lidar com as restrições sanitárias.

No Rio Grande do Norte, a governadora Fátima Bezerra prorrogou por mais 8 dias as medidas de distanciamento social. Implantou toque de recolher entre 20h e 6h para os dias úteis da semana.

Isso deixou os empresários potiguares descontentes; em especial, o grupo ligado a bares, restaurantes e turismo.

Segundo o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do RN, a ocupação hoteleira está muito baixa e proprietários de bares e restaurantes preferem não abrir a ter que funcionar parcialmente.

Já na Bahia, o que parece uma adversidade, torna-se um incentivo, pois com o aumento na quantidade de pessoas vacinadas, o turismo estadual alimenta a expectativa de retorno – leia-se: a volta das atividades turísticas.

A Secretaria de Turismo e os baianos apostam na melhoria da infraestrutura de cidades como Cachoeira, Salvador, Mutá, Maragojipe, Bom Jesus dos Passos, Itaparica, entre outras.

Lá, o foco se concentra nas atividades náuticas (como na Marina da Penha, em Salvador), o que possibilita receber embarcações de vários portes. Para isso, segue em curso uma requalificação dos equipamentos, píeres, ancoradouros e terminais. Além de atrair mais visitantes, os baianos pensam no conforto e na segurança.

Outro investimento é direcionado à reforma do Museu Wanderley Pinho, o qual com recursos oriundos do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e do Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur Bahia), melhorará a infraestrutura e restaurará o mobiliário. Atualmente, o Museu (que já foi um engenho de cana) abriga roupas, cerâmicas, pinturas e objetos decorativos do Brasil Colônia.

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