Deu-se um grande e enorme passo acerca de uma das piores doenças que acometem as populações africanas nos últimos tempos. Apesar de a boa notícia não provir da África, foi da Europa que veio o comunicado da primeira vacina de efeito contra o ebola.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) liberou a vacina para uso na Guiné (a que foi colonizada pelos franceses), maior país atingido pela epidemia de ebola até agora.

De produção inicial de uma multinacional americana, o produto foi autorizado pela EMA, beneficiando mais de 236 mil pessoas que lidam ou convivem com essa doença de alta letalidade.

Desse total, não se pode esquecer a inclusão de 60 mil profissionais de Saúde que encaram todos os dias vítimas e pacientes de Uganda, República Democrática do Congo, Burúndi e Ruanda –todos estes países se localizam na África Central.

Juntos

Órgão da ONU que monitora a saúde, a OMS (Organização Mundial da Saúde), demonstrando boa vontade e otimismo, aplica a vacina com suas diretrizes próprias, já que considera o ebola um caso de emergência.

Desde agosto de 2018, mais de 2.100 pessoas morreram de ebola no Congo.

Embora a vacina tenha salvado muitas vidas, a expectativa da OMS é que com a aprovação e regulamentação da agência europeia, o trabalho de prevenção e imunização se intensifique, preservando muito mais vidas.

A alegria vinda da OMS se justifica porque ela adotou uma postura cooperativa desde o início das pesquisas até a fase final de testes, visando a concretização de um medicamento que controle ou erradique o ebola.

Essa fase começou em 2015, bem no auge da expansão do ebola, ocorrida entre os anos de 2013 e 2016. Durante esse intervalo, 11,3 mil pessoas morreram somente na região oeste da África.

Com o anúncio da primeira vacina eficaz que combate o ebola, a tendência é que a demanda por esse meio de cura só aumente. Prevendo isto, a Organização Mundial de Saúde visará a criação de um Plano Global de Segurança de Vacinas contra o ebola, pois a meta é o envolvimento de outros fabricantes do ramo farmacêutico que atendam à demanda, sem abrir mão da qualidade e da segurança do remédio.

Enquanto isso, a OMS já busca parcerias com a Unicef (braço da ONU que cuida da infância) e com a organização Aliança Global para as Vacinas, evitando o desperdício de tempo e o registro de novas vítimas.

Mais imunização

Além da aprovação desta vacina pela EMA, há mais outros 8 tipos que se encontram em processo de avaliação clínica.

A abrangência que a OMS deseja é trabalhar em regime de colaboração com grupos, a fim de que se crie um mecanismo governamental de nível internacional.

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Dessa maneira, assegura-se o acesso à vacina de acordo com os riscos envolvidos nos locais afetados pela epidemia.

Outra área de atuação da OMS está no gerenciamento dos estoques da vacina, já que, por enquanto, o fornecimento será gradual e com restrições até que exista uma expansão na capacidade de se produzir que possibilite o atendimento integral e amplo. Outra esperança reside na aprovação e homologação do uso de um ou mais dentre os outros oito tipos que estão em teste, o que beneficiaria mais locais e pessoas necessitadas.

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