Demorou, mas agora pode-se falar e divulgar sobre a bravura e a coragem de uma surfista brasileira nas praias de Portugal. A WSL, ou Liga Mundial do Surfe, homologou o recorde mundial de Maya Gabeira. Sim, uma esportista do sexo feminino surfou uma onda da altura de 22,4 metros, durante a realização do torneio Nazaré Tow Surfing. É nesta competição dedicada ao surfe de ondas descomunais e colossais que, no dia 11 de fevereiro desse ano, Maya cravou seu feito incrível. Faltava apenas homologar e confirmar a marca pela entidade do esporte aquático.

Não é a primeira vez que Maya banca a ousada: em 2018 ela surfou uma onda de 20,7 metros.

Portanto, os feitos consecutivos se tornaram uma superação sobre outra superação.

Com a ratificação do novo patamar de 2020, Maya Gabeira, carioca de 33 anos, recebeu o prêmio de “Maior Onda do Red Bull Big Wave Awards” (BWA). Além de encarar a “ondinha”, a esportista tinha outro desafio: o de ultrapassar a onda surfada pela francesa Justine Dupont naquele mesmo 11 de fevereiro. Por um pouco mais de um metro em relação à rival, a brasileira conseguiu seu intento.

Conseguiu muito mais

Mas, para se ter uma ideia da proeza da brasileira, é necessário citar que ela também quebrou o recorde masculino de onda gigante surfável. Na modalidade masculina, o havaiano Kai Lenny deslizou sobre uma onda de 21 metros –edição de 2020.

Então, é fácil deduzir que o recorde (agora reconhecido) de Maya Gabeira desbancou o patamar estabelecido tanto no surfe feminino quanto no masculino. Ah! E também o próprio dela há dois anos, quando a altura da onda era de 20,7 metros. Uma comemoração tripla.

Ainda referente ao maior índice no surfe de onda gigante, outro recorde pertence ao país da bandeira verde e amarela: em 2018, na mesma praia do Norte, cidade de Nazaré, Portugal, o paulista Rodrigo Koxa chegou aos 24,4 metros.

Eis a força do surfe do Brasil!

A importância do recorde oficial dado pela World Surf League (WSL) é tamanha para ela que, em 2013 passou um mal bocado no litoral de Nazaré, onde quase se afogou.

Por que só agora?

Com o intuito de se obter certeza, a WSL foi buscar apoio e opinião científicas para desempatar a disputa entre as surfistas brasileira e francesa.

A base para a entrega do prêmio “Big Waves Awards” são vídeos e fotos enviados pelos atletas a um grupo de jurados da World Surf League, os quais julgam e analisam o material dos desempenhos na prancha. Após a etapa técnica, há a comunicação da decisão. Ainda bem que o pódio veio para cá.

Maya reviveu os momentos de perigo e aquele dia; mesmo não apostando em si por não se considerar uma atleta competitiva, ela se sentia bem concentrada e corajosa para quebrar a barreira do impossível. Disse que a velocidade da onda era muito alta e pelo barulho que a onda fez ao arrebentar na praia, em seu íntimo, ela percebeu o que tinha acabado de realizar.

Sua satisfação total baseia-se na ultrapassagem do recorde masculino, algo inimaginável para uma Mulher, já que o meio do surfe é predominantemente dominado pelos homens.

Apesar de sonhar com isso, Maya confessou que não era algo realizável.

Em suas próprias palavras, Maya Gabeira declarou: “gosto de fazer algo que parece tão impossível, por causa do que pré-estabelecemos que seja possível para o gênero. Quando é mostrado que é possível, fica mais fácil ao próximo. Quase não parece que era eu, mas amo o jeito que foi concretizado”.

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