O ex-ministro do Partido dos Trabalhadores (PT) Antonio Palocci disse em depoimento que a ex-presidente Dilma Rousseff teria dado espaço para o aprofundamento das investigações da Operação Lava Jato, que consequentemente colocou na cadeia diversos nomes importantes do partido, como o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As informações estão na coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

Segundo informações do jornal, Palocci teria evidenciado que dentro do PT houve uma ruptura em dois grupos distintos. O ex-ministro disse que, conforme o avanço da Lava Jato, a única preocupação do ex-presidente Lula foi a preservação da própria imagem como político. Palocci ainda disse que chegou a questionar Lula sobre o apartamento tríplex, em relação ao qual o petista posteriormente foi condenado em ação penal.

O ex-ministro afirma ter dito a Lula: "por que você não pega o dinheiro de uma palestra e paga o seu tríplex?". No entanto, o ex-presidente teria respondido que um apartamento localizado na praia não iria caber em sua biografia.

Lula mandava na Petrobras durante governo Dilma Rousseff

Ainda no depoimento de Palocci, segundo informações do site O Antagonista, o ex-ministro do PT disse que Lula continuava mandando na Petrobras mesmo com Dilma na presidência.

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Lava Jato Lula

Em declaração, Palocci disse que Lula recebeu Graça Foster no hospital com o objetivo de demonstrar que ele é quem ainda mandava na Petrobras.

A reunião com Graça teria ocorrido no hospital Sírio-Libanês. Na época, Lula estava internado para tratar uma inflamação na garganta devido a um tratamento de radioterapia contra câncer na laringe.

Ainda segundo informações do site O Antagonista, Dilma Rousseff teria nomeado Graça Foster na Petrobras para inviabilizar o retorno de Lula à Presidência.

Isso teria sido dito por Palocci durante depoimento.

Antônio Palocci enfatizou que para Dilma, a nomeação de Graça significaria a continuidade de seu governo e preparação para a reeleição. Dilma ainda contava, segundo Palocci, com a confiança pessoal de Rui Falcão, que então assumia a presidência do partido.

Ainda segundo O Antagonista, Palocci confirmou a doação no valor de R$ 4 milhões da Odebrecht para o Instituto Lula.

Palocci chegou a dizer que levou o dinheiro até o avião presidencial. Outros poderosos que também teriam solicitado recursos constantemente eram Bumlai e Paulo Okamoto, com o objetivo de quitar despesas de Lula e seus familiares.

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