A deputada Carla Zambelli (PSL-SP) desabafou em entrevista ao UOL sobre mensagens que teria recebido com ameaças de morte contra ela e o filho de 11 anos. Eleita com mais de 70 mil votos, a parlamentar afirma ser vítima de uma situação parecida com a do ex-deputado Jean Wyllys, que decidiu abandonar o cargo na Câmara. Tanto Carla quanto Jean seriam vítimas de e-mails assinados por Emerson Setim.

Segundo Carla Zambelli, os e-mails estavam lhe causando síndrome do pânico.

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Contudo, ela resolveu não abrir mais as mensagens para não se sentir ainda pior. Além do mais, Zambelli chegou a andar com escolta policial devido ao medo. "Parei de abrir e-mails devido à síndrome do pânico que as mensagens me causaram", disse.

O autor das mensagens, segundo ela, é Emerson Rodrigues Setim, já conhecido da Polícia. Em 2012, Setim foi preso na Operação Intolerância, da Polícia Federal.

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O homem foi condenado por divulgar pornografia infantil e também acusado de racismo. No ano passado, Setim foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por associação a uma organização criminosa. A defesa de Jean Wyllys chegou a pedir ao MPF para que Emerson seja preso devido aos comentários de caráter homofóbico.

Trajetória de ameaças

O técnico de informática Emerson Setim tem longa história com a polícia.

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Polícia

Há cerca de seis anos, ele passou a integrar um grupo via internet que tem o objetivo de agredir pessoas através de envio de mensagens pelas redes. O comparsa de Setim era o curitibano Marcelo Valle Silveira Mello.

Em 2012, os dois homens foram presos por propagar ódio contra mulheres, ataque a judeus, nordestinos e apologia sexual a crianças.Em descoberta, a Polícia Federal também evidenciou que Emerson e Marcelo pretendiam realizar um massacre contra universitários de Brasília.

Contudo, a pedido da defesa, os condenados foram soltos em 2013. No momento, Setim mora na Espanha e, através do Facebook, faz transmissões ao vivo.

Ainda em janeiro deste ano, Setim provocou Jean Wyllys com novo insultos de caráter homofóbico. As declarações, segundo o UOL, foram o estopim para que Jean Wyllys abandonasse o cargo como deputado. Na mesma ocasião, a deputada Carla Zambelli e a deputada federal Joice Hasselmann foram acusadas de perseguição.

Jean Wyllys declarou que recebe ameaças desde 2016. Carla Zambelli disse que as mensagens que recebeu foram encaminhadas à Polícia Federal.

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Conteúdo das mensagens

Em uma das mensagens enviadas a Jean Wyllys, Emerson Setim disse o seguinte: "Já pensou em ver seus familiares estuprados e sem cabeça?". O autor também enfatizou que após cometer o crime, ele iria se suicidar.

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