Lula recebeu uma segunda condenação por crime de lavagem de dinheiro e corrupção. A sentença foi proferida pela juíza substituta de Sergio Moro, Gabriela Hardt, e condenou o ex-presidente a 12 anos e 11 meses de prisão. A pena foi imputada nesta quarta-feira (6) ao político, que continua preso nas dependências da Polícia Federal em Curitiba. A decisão é de primeira-instância e cabe recurso.

A condenação de Lula, desta vez, se deu por conta do processo que corria na Justiça e que se refere ao sítio em Atibaia (SP).

Publicidade

O ex-presidente era acusado de ter recebido propina para reformar o sítio que, segundo sua defesa, nem mesmo era dele. Na fase de investigações, entretanto, o que se viu foram diversos pertences pessoais tanto dele quando de sua finada esposa, Marisa Letícia.

Juíza diz que crime foi comprovado

Na sentença, a juíza afirmou que, durante o processo, alguns fatos incriminatórios ficaram comprovados. Dentre eles, o fato de ter sido mesmo a OAS, quem fez as obras no local em 2014 e que estas foram feitas a pedido de Lula.

Também que a obra realizada tentou ocultar o verdadeiro beneficiário.

Hardt também confirmou que o pagamento em dinheiro da OAS para a empresa Kitchens, no valor de R$ 170 mil, foi feito em dinheiro, para que não fossem deixados rastros do pagador. Por fim, também não houva a comprovação que a família de Lula tenha ressarcido a OAS sobre as benfeitorias no sítio.

Lula já havia sido condenado em processo e preso desde 2018. Pelo crime anterior, ele cumpre uma pena de 12 anos e um mês. A condenação, neste caso, já aconteceu em primeira instância, e foi confirmada em segunda instância, fruto da operação Lava Jato.

Segundo o G1, não houve até às 16h deesta quarta-feira (6) pronunciamento da defesa do ex-presidente.

Publicidade

Lula acusado de receber propina de empreiteiras e da Schain

Segundo a denúncia que levou à condenação, Lula teria recebido propina de José Carlos Bumlai (Grupo Schain), e também das empreiteiras OAS a Odebrecht. A decoração e reforma do Sítio em Atibaia seria o meio de se pagar pelo ilícito. A propina total, segundo acusação, seria de mais de R$ 1,02 milhão. O MPF detalhou que as duas empreiteiras juntas pagaram algo em torno de R$ 850 mil e o restante foi pago por Bumlai.

A propina seria fruto da "ajuda" de Lula para que as empresas continuassem um esquema de corrupção na Petrobras que era coordenado pelos executivos Renato Duque, Paulo Roberto Costa, Jorge Zelada, Nestor Cerveró e Pedro Barusco.