Apesar de já ter desistido do cargo de deputado federal e ter prometido deixar o país, Jean Wyllys (PSOL) continua sendo alvo de notícias falsas. Na última semana, uma mensagem que circula pelo aplicativo de mensagens WhatsApp aponta o político como mandante da tentativa de assassinato de Jair Messias Bolsonaro (PSL), ocorrida em 6 de setembro de 2018, em meio à campanha presidencial.

As mensagens tentam criar uma ligação entre Wyllys e os advogados de Adélio Bispo, responsável pela facada em Bolsonaro durante ato em Juiz de Fora, Minas Gerais.

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Segundo os boatos, o Ministério Público Federal (MPF) teria identificado um repasse de R$ 50 mil de Wyllys para os advogados de Adélio.

Entretanto, segundo uma investigação realizada pelo portal de notícias UOL, não há nenhum indício de que Jean Wyllys tenha entrado em contato com os defensores de Adélio. A informação ainda é desmentida pelo próprio MPF, assim como os advogados do agressor e o PSOL. O Ministério Público de Minas, responsável pela investigação sobre o atentado, fez questão de desmentir a corrente que circula pelos grupos de WhatsApp.

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Como reforço, a Procuradoria Geral da República (PGR), que seria responsável pela investigação no caso de Wyllys, graças ao foro privilegiado que o político possuía até o dia 31 de janeiro, confirmou que não há nenhuma investigação relacionando o ex-deputado a Adélio Bispo.

A Polícia Federal (PF), também responsável pela investigação, informou que não costuma revelar detalhes sobre inquéritos que ainda estão em curso. Uma das informações do órgão, datada de setembro de 2018, revelou que Adélio estaria agindo sozinho durante o atentado.

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Polícia Jair Bolsonaro

As ameaças a Jean Wyllys

Jean Wyllys tinha sido eleito pela terceira vez como deputado federal nas últimas eleições, em 2018. Apesar disso, o político decidiu abrir mão do cargo e sair do país. O ex-deputado está de férias fora do Brasil, mas revelou que não pretende voltar e que se dedicará à carreira acadêmica.

Wyllys conta com uma escolta policial desde o assassinato de sua colega de partido, Marielle Franco (PSOL). O ex-deputado revelou que sofre com diversas ameaças de morte que já lhe eram feitas antes mesmo do assassinato de Marielle.

Segundo o político, as ameaças tinham como alvo não só sua integridade física, como também os membros de sua família. A vaga de Wyllys deverá ser preenchida pelo seu suplente, Juliano Medeiros (PSOL), que estava até então atuando como vereador no Rio de Janeiro.

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