O presidente Jair Messias Bolsonaro (PSL) decidiu cancelar uma viagem que faria a Nova York, nos Estados Unidos. O cancelamento foi comunicado por meio de nota nesta sexta-feira, 3, pelo porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros.

O objetivo da segunda viagem do presidente aos EUA seria receber homenagens prestadas pela Câmara de Comércio Brasil-EUA. Entretanto, os locais escolhidos pela organização do evento não concordaram em receber a cerimônia. Além disso, patrocinadores do evento não concordaram em homenagear Bolsonaro. O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, pediu para que um dos locais não recebesse o presidente, pois, segundo o prefeito, Bolsonaro é perigoso.

O motivo do cancelamento da viagem, segundo a nota divulgada pela assessoria de Bolsonaro, é que "ficou caracterizada a ideologização da atividade".

Prefeito de NY ironiza cancelamento de viagem

Neste sábado (4), o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, ironizou a decisão da desistência da viagem de Bolsonaro ao EUA. Nas redes sociais, o prefeito foi irônico ao falar que em Nova York as pessoas não fecham os olhos para a opressão e que usou a intolerância pregada por Bolsonaro para mostrá-lo que o ódio dele não era bem-vindo no país.

Na mensagem deixada pelo prefeito nas redes sociais, ele disse que Bolsonaro “correu” porque valentões não aguentam o tranco quando pressionados. O prefeito Bill de Blasio chegou a chamar Bolsonaro de “ser humano perigoso” e orientou que os nova-iorquinos fechassem as portas para o presidente brasileiro.

Por conta disso, algumas empresas que iriam patrocinar o evento acabaram desistindo.

O prefeito afirmou ainda em outra publicação que não concorda com os ataques de Bolsonaro aos direitos dos gays, lésbicas, travestis, transgêneros, transexuais e bissexuais (LGBTQ). Segundo o prefeito, é necessário combater líderes que possuem planos destrutivos para a terra e lutar contra o ódio.

Após as críticas feitas pelo prefeito de Nova York a Bolsonaro, o Planalto optou por não fazer nenhum pronunciamento a respeito do ocorrido.

Visita de Bolsonaro a Trump

Após dois meses de Governo, Bolsonaro viajou para Washington, capital dos Estados Unidos, para se encontrar com o presidente Donald Trump. Durante a viagem, Bolsonaro conversou com empresários para tratar de assuntos econômicos entre os dois países.

Ainda durante essa viagem, ele assinou um decreto que facilita a entrada de americanos no Brasil. Ao justificar tal atitude, o presidente afirmou que muitos brasileiros viajavam aos EUA com o intuito de buscar trabalho, mas, segundo ele, dificilmente um norte-americano viria ao Brasil com a finalidade de trabalhar.

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