A coluna Mônica Bergamo informou na edição desta terça-feira (21) da Folha de S.Paulo que José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, e Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, estão dividindo cela no Complexo Médico Penal, na região metropolitana de Curitiba.

De acordo com a jornalista, tanto Dirceu quanto Cunha dividem a mesma cela com o sindicalista e bancário João Vaccari Neto. Vaccari também é ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores e ex-presidente do Bancoop.

Além dele, o ex-senador Gim Argello (PT) e mais três pessoas dividem a cela com Dirceu e Cunha.

Segundo informações, a cela dispõe de um banheiro com chuveiro e privada. Os pertences dos presos ficam em cima de caixas.

Dirceu, Cunha e João Vaccari Neto na mesma cela

Na última quinta-feira (16), 38 presos no âmbito da Operação Lava Jato e por crimes ligados à Corrupção foram transferidos para uma ala onde era a enfermaria do hospital penitenciário.

Antes eles estavam na Galeria 6.

Com isso, os detentos agora passam a repartir o espaço de cela com outros seis presos, ao contrário de antes, onde a divisão era feita com apenas uma pessoa.

O que diz o Depen-PR sobre a transferência dos presos

Conforme determinado levantamento, o Depen-PR (Departamento Penitenciário do Paraná) alegou "questões de segurança" no que diz respeito à efetuação da transferência, ressaltando que o objetivo é que fiquem quatro detidos em cada cela, posteriormente.

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Polícia Lava Jato

Projetado para acomodar 599 presos, o Complexo Médico Penal conta também com 60 vagas no hospital penal. Apesar disso, a informação que se tem é que há 868 presidiários no total, o que extrapola o número de acomodações.

Zé Dirceu tem recurso negado pela Justiça

Na última sexta-feira (17), o petista foi detido pela segunda vez na Operação Lava Jato, após ter a prisão decretada pela Justiça e ter recurso negado pelo Tribunal.

Em 2017, a Justiça já havia condenado o ex-ministro da Casa Civil pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Na época a pena totalizou em 8 anos e 10 meses de prisão. O processo envolve o recebimento de propina em um contrato para o fornecimento de tubos para a Petrobras pela Apolo Tubulars, entre os anos de 2009 e 2012, quando o petista já não ocupava cargo no governo Lula..

A Força-Tarefa do Ministério Público Federal apontou que parte dos contratos da Petrobras, que correspondiam a mais de R$ 7 milhões, foram repassados não só ao petista como também a Renato Duque, então ex-diretor da petrolífera.

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