Em uma entrevista realizada na manhã desta terça-feira (25), Ciro Gomes (PDT), que disputou à Presidência na eleição do ano passado, afirmou que não acreditava que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) terminaria seu mandato.

A afirmação de Ciro Gomes foi dita durante o programa "Morning Show", da rádio Jovem Pan do estado de São Paulo. Durante a entrevista, o pedetista disse que a sua descrença em Bolsonaro não terminar o mandato é apenas um palpite dele.

Ele deixou bem claro que, apesar de pensar desta forma, não deseja que Bolsonaro sofra um impeachment.

Ciro Gomes disse que tanto ele quanto o PDT não torcem para que o presidente sofra impeachment e garantiu que quem pensar desta forma não pode contar com seu apoio, pois esse não é o objetivo dele nem de seu partido.

Entretanto, Ciro disse que se Bolsonaro cair será devido a situação econômica atual do país.

Ele ressaltou que o presidente não era responsável pela crise econômica que assola o país, mas foi enfático ao afirmar que Bolsonaro deveria dar uma solução para a situação.

Segundo Ciro Gomes, o presidente “não tem rumo”, e com uma visão pessimista para o futuro de 2019 afirmou que o próximo ano estava “perdido”.

Ao falar da crise econômica do Brasil, Ciro disse que a solução seria diminuir os juros e aumentar a capacidade de investimento em obras de infraestrutura que segundo ele estão paradas. Para o pedetista retomar estas obras seria uma das possíveis soluções adotadas para o país sair da crise.

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Ciro volta a chamar vereador de 'capitão do mato'

Na manhã desta terça-feira, a participação de Ciro Gomes no programa "Morning Show" foi um dos assuntos mais comentados na web. No Twitter, a hashtag #ciroNoMornig chegou a estar entre os dez principais assuntos mais comentados pelos internautas no Brasil.

Os internautas não perdoaram a subida de tom que aconteceu ao final do debate, quando o apresentador do programa, Caio Copolla, indagou à Ciro a respeito de um processo movido pelo vereador de São Paulo, Fernando Holiday (DEM), que não havia gostado de ter sido chamado de “capitão do mato” por Ciro.

A afirmação foi dita pelo ex-candidato à Presidência em 2018 durante entrevista à Jovem Pan.

Em resposta ao questionamento do apresentador, Ciro reafirmou que considerava o vereador paulistano um “capitão do mato”, pois não concordavam com o projeto de lei defendido pelo vereador. Neste projeto, as mulheres grávidas deveriam ser internadas em alas psiquiátricas se caso fosse comprovado que elas desejassem abortar ilegalmente.

Ao final da entrevista, Ciro, em tom irônico, afirmou que estava esperando pelos processos. “É um capitão do mato. Capitão do mato nazista. Simples assim. Que venham os processos”, disse Ciro.

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