Na manhã desta terça-feira (18), o presidente da República, Jair Bolsonaro, realizou um apelo a parlamentares pedindo para que eles não deixem que os decretos sobre armas sejam “mortos”. Ao fazer o apelo para os senadores e deputados, Bolsonaro se referiu a eles como “eternos aliados” .

O apelo do presidente foi realizado diante de ruralistas, no Palácio do Planalto. Enquanto discursava no lançamento do Plano-Safra 2019-2020, o presidente foi enfático ao explicar a importância da aprovação dos decretos sobre armas.

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Ele ressaltou que essas medidas podem fornecer maior segurança no campo para os moradores das Zonas rurais que têm sofrido com a constante violência.

Em seu discurso, o presidente ressaltou a dificuldade de se produzir no Brasil e que devido a isso, a segurança deve estar acima de tudo. “Não deixem esses dois decretos morrerem na Câmara ou no Senado. A nossa vida é muito importante, vocês sabem o quão difícil é produzir neste país, e a segurança tem que estar acima de tudo”, afirmou o presidente que foi aplaudido pela plateia.

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Senado vota hoje decreto de armas

Na tarde desta terça-feira está ocorrendo no plenário do Senado uma votação a respeito dos decretos que flexibilizam a posse e o porte de armas de fogo. As novas medidas editadas pelo presidente no mês passado podem ser derrubadas hoje se caso os deputados e senadores não concordarem com os pontos defendidos nas medidas.

Na semana passada, o Governo Bolsonaro sofreu uma derrota pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que decidiu derrubar os decretos por 15 votos a 9.

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Jair Bolsonaro Governo

Se caso o Senado votar favorável à decisão da CCJ, o texto deverá passar ainda pela Câmara dos Deputados que analisará a situação. Mas se o Senado for contrário, o pedido de suspensão dos decretos será arquivado.

Bolsonaro diz que não é ditador

Questionado na manhã desta terça-feira a respeito de uma possível derrota das medidas de flexibilização de porte e posse de armas, Bolsonaro disse que não poderia fazer nada a respeito.

Ele afirmou que não era um ditador, que era democrata e negou que seriam criadas novas medidas futuras se caso os decretos fossem derrubados pelo Senado.

Bolsonaro disse ainda que os decretos foram feitos apenas para atender ao pedido da população brasileira que segundo ele foi expresso nas urnas em 2005. “Queremos, para o lado de cá, dar o direito à legitima defesa, que foi decidido nas urnas em 2005”, disse Bolsonaro.

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O presidente tem sido enfático em suas declarações, ao defender as medidas sobre armas, e no último sábado (15) chegou a usar as redes sociais para pedir à população que cobrassem dos senadores dos Estados a aprovação dos decretos.

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