Nesta quinta-feira (29), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, manifestou-se a respeito das doações oferecidas pelo presidente da França, Emmanuel Macron, e o grupo G7, para ajudar no combate aos incêndios que têm assolado a Amazônia nos últimos dias.

Assim como o pai, Eduardo também não vê a ajuda internacional com “bons olhos”. O presidente chegou a questionar quais seriam os reais motivos por trás da ajuda.

E nesta quinta-feira, segundo o portal G1, Eduardo afirmou que o Brasil não deveria se "prostituir" aceitando ajuda para a Amazônia: "a gente vai ficar aceitando fundo de Amazônia e continuar se prostituindo em nome disso?”. Em seguida, afirmou que quem mandava no país não eram os países estrangeiros: “aqui é o Brasil, aqui quem manda somos nós”.

A respeito das doações à Amazônia da Noruega e da Alemanha que foram suspensas, Eduardo disparou que se os países quisessem continuar realizando o depósito, tudo bem, mas caso contrário, ele apenas desejou "um abraço".

O deputado disse que o Brasil não necessita ficar chorando por causa disso e nem correndo atrás do dinheiro que seria recebido por meio das ajudas internacionais.

De acordo com o portal G1, o filho do presidente utilizou a metáfora para falar da Amazônia e a comparou com uma mulher bonita que recebe uma piscada de olho de um homem que se oferece para pagar-lhe um drink. Segundo o parlamentar, este drink não poderia ser dado a mulher de forma gratuita, fazendo alusão à ajuda oferecida pelo G7.

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Jair Bolsonaro Governo

Bolsonaro pede para Macron retirar 'insultos'

Na terça-feira (27), Bolsonaro respondeu questionamentos acerca da ajuda oferecida pelo G7 e afirmou que só pensaria na proposta se caso o presidente francês retirasse os "insultos" feitos contra ele. Segundo Bolsonaro, Macron havia lhe chamado de "mentiroso" e havia ofendido o Brasil ao falar a respeito da definição de um "status internacional da Amazônia".

A oferta oferecida pelo G7 foi no valor de 20 milhões de euros, o equivalente a cerca de R$ 91 milhões. Entretanto, Bolsonaro e Macron têm protagonizado alguns momentos tensos ultimamente, e o presidente até o momento não confirmou se aceitará a ajuda internacional.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, chegou a manifestar sua opinião acerca da situação e disse que o país não estava em condições de rejeitar ajudas.

"O Brasil não deve abrir mão de nenhum real", disse o presidente da Câmara, que completou que "a situação do orçamento federal, dos estados, dos municípios, da maioria dos entes da federação é dramática". Em relação às trocas de acusações entre Bolsonaro e Macron, Maia comentou que a situação entre eles já "virou um problema pessoal".

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