Desde que foi divulgado o áudio onde um suposto chefe do PCC diz que a facção tinha um “diálogo” com o PT (Partido dos Trabalhadores), o caso vem incomodando o partido. A presidente do partido, deputada Gleisi Hoffmann (PR), informou em seu Twitter que está sentindo que há uma escalada autoritária e que o começo sempre é assim com o uso político das polícias. Diz a parlamentar que o partido vai enfrentar essa “prática” e fazer o embate de todas as maneiras, seja judicial, com a mídia ou politica.

Nesse contexto, o PT vai fazer uma contestação na Justiça das mensagens de áudio divulgadas que estavam com a PF (Polícia Federal), e que foram interceptadas na Operação Cravada.

Essa operação desmantelou o núcleo financeiro do PCC (Primeiro Comando da Capital). As investigações levaram aos áudios que mostrariam a ligação entre o PCC e o PT. Assim, em nota a presidente do partido Gleisi Hoffmann diz que a divulgação desses áudios é um claro uso politico das polícias. As ações, conforme foram divulgadas na nota oficial nessa segunda-feira (12), totalizarão três.

A primeira é abrir um processo contra o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, pelo vazamento desse áudio. A segunda frente é entrar contra os veículos de imprensa, que, como notícia, divulgaram o áudio. Em terceiro, entrar com uma ação contra o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), e também contra a deputada estadual de Santa Catarina, Ana Caroline Campagnolo (PSL).

Promotor desmente áudio

O promotor de justiça do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do MP-SP, Lincoln Gakiya, em entrevista ao portal UOL, relatou que o homem preso captado no áudio é Alexandro Roberto Pereira, apelidado de Elias, e não é da facção criminosa PCC e não há nenhum indício que há algum vínculo de negociata entre o PT e o PCC.

Segundo o áudio que acabou sendo vazado na internet e que foi interceptado pela PF, Elias diz que Sergio Moro já tinha começado a atrasar quando começou a ir “para cima do PT”. No áudio, Elias diz que com o PT havia diálogo –que classificou como “cabuloso”– e que não poderia falar muito pelo telefone o que ele chamou de “caminhada”.

Gakuya, que é um dos principais investigadores da facção no Brasil e também o responsável por pedir transferência dos maiores chefes do PCC para prisões federais, ainda comentou na entrevista ao UOL que Elias não faz parte da cúpula da facção criminosa.

O promotor ressaltou que o criminoso só falou o que a população pensa, que as transferências dos chefões do PCC é obra do governo Bolsonaro e do ministro da Justiça, Sérgio Moro. Segundo ele, são informações distorcidas. Ainda esclarece que a investigação do plano de um resgate e também o pedido de transferência do Marcola foi pedido por ele em nome do Ministério Público e também foi defendido pelo juiz da quinta vara de São Paulo.

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