Nesta segunda-feira (2), o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, informou o cancelamento da viagem que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) faria a cidade de Letícia, na Colômbia.

O motivo do cancelamento, segundo o porta-voz do Governo, consiste em recomendações médicas. O presidente entrará em dieta líquida a partir da próxima sexta-feira (6) para a preparação da cirurgia que está prevista para ocorrer no próximo domingo (8). "Por questões de orientação médica, o presidente precisará a partir da sexta-feira entrar em dieta líquida", informou Rêgo Barros.

Segundo o porta-voz, após a necessidade de cancelar a viagem, duas alternativas poderão ser adotadas. Uma delas é o cancelamento da reunião. A outra possibilidade seria o presidente indicar um representante para comparecer ao encontro.

Discussão a respeito da Amazônia

A viagem à Colômbia tinha como objetivo discutir acerca da situação da Amazônia com os países vizinhos. Durante o mês de agosto, as queimadas aumentaram na região, e a crise ambiental tem sido debatida ao nível nacional e internacional.

Diversas lideranças manifestaram preocupação em relação aos incêndios que assolam a Amazônia. Dentre elas, a presidente da França, Emmanuel Macron, que colocou o assunto na pauta da última reunião do G7 --grupo composto pelos 7 países mais industrializados do mundo.

Após a reunião, o grupo decidiu oferecer uma ajuda ao Brasil no valor de 20 milhões de euros. Não obstante, Bolsonaro estabeleceu como condição para avaliar a proposta um pedido de desculpas do presidente da França. Segundo Bolsonaro, Macron deveria retirar os “insultos” disparados contra ele e contra o Brasil, por comentar a respeito de uma "internacionalização" da Amazônia.

A reunião convocada por Bolsonaro na última quinta-feira (29) teria como foco discutir justamente a respeito dessa "internacionalização". Ao anunciar a reunião, Bolsonaro voltou a fazer críticas a Macron. "O que ele (Macron) fez no tocante ao Brasil, primeiro ao ofender presidente da República eleito democraticamente e depois relativizar nossa soberania, isso despertou sentimento patriótico do povo brasileiro e de outros países da América do Sul.

No dia 6 de setembro estaremos reunidos com esses presidentes, exceto da Venezuela, para discutir uma política única nossa de preservação do meio ambiente e exploração de forma sustentável", disse Bolsonaro.

Ao final da reunião, estava prevista a emissão de um comunicado conjunto, demonstrando o apoio dos países vizinhos na defesa da soberania nacional.

Além do Brasil, Colômbia, Equador e Peru, os representantes de Bolívia, Suriname e Guiana também eram esperados na reunião. A Venezuela não foi convidada a participar, mesmo sendo um país vizinho.

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