O presidente Jair Bolsonaro (RJ) surpreendeu a todos com o anúncio da sua saída do PSL (Partido Social Liberal) nesta última terça-feira (12), via rede social. Conforme havia anunciado, o presidente ainda pretende criar um novo partido, chamado Aliança pelo Brasil. Ele resolveu anunciar sua saída do partido logo depois de uma reunião, que aconteceu no Palácio do Planalto, entre deputados e também filiados do PSL.

Bolsonaro comentou que estava anunciando sua saída do PSL e estava criando um partido novo com o nome de Aliança pelo Brasil.

Ele agradeceu a todos que colaboraram com sua estada no PSL e que fizeram parceria na sua candidatura.

A saída do Bolsonaro é uma consequência de uma série de brigas internas entre ele e o presidente do PSL, Luciano Bivar. No mês de outubro, o presidente pediu para um dos seus apoiadores esquecer o PSL, e ainda disse que Bivar estaria “queimado para caramba”. Com essa declaração, houve uma crise no PSL, dividindo aqueles que o apoiavam e quem apoiava o Bivar.

O presidente já estava avaliando há algum tempo uma possibilidade de deixar o PSL e estava também em conversas constantes com os deputados e advogados Karina Kufa e Admar Gonzaga, que são ex-ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Preferência do príncipe a Mourão

Durante uma reunião que fazia anúncio a criação da nova legenda Aliança pelo Brasil, Bolsonaro revelou uma preferência na frente de todos os parlamentares. O presidente disse que preferia ter o deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP) como seu vice. Bolsonaro disse que ele (Luiz Phelippe) deveria ter sido seu vice, e não o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB), e ainda disse ter casado errado, mas não tem como voltar atrás.

O deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP), comentou a declaração do Bolsonaro.

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Jair Bolsonaro Governo

Segundo Frota, o presidente poderia esclarecer ao Brasil inteiro o motivo de não ter levado o “príncipe” para ser seu vice na convenção do PSL. O deputado ainda disse que Bolsonaro teria ligado às 5h, no aeroporto do Rio de Janeiro, pedindo o número do celular de Levy Fidelix para poder ligar para Hamilton Mourão. Ainda desafiou Bolsonaro a contar de algumas fotos, mas não informou quais.

Frota já foi colega de partido do presidente e apoiador do seu Governo, mas rompeu e foi expulso do PSL. Desde então, o deputado tem sido opositor e crítico da política de Bolsonaro e seus filhos.

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