O presidente Jair Bolsonaro vem demonstrando apoio político ao líder do governo americano, Donald Trump, perante suas recentes ações contra o Irã.

Nesta sexta-feira (10), o líder brasileiro cancelou sua viagem ao Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. De acordo com o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, o presidente alegou a falta de segurança como o principal motivo do cancelamento da viagem que ocorreria entre os dias 21 e 24 de janeiro.

O apoio de Bolsonaro a Donald Trump vem lhe rendendo duras críticas.

Recentemente, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva compartilhou em suas redes sociais um vídeo criticando o posicionamento de do atual chefe de estado em relação aos bombardeios norte-americanos no Oriente Médio.

Embora pudesse ser evidente a relação entre os fatos, Rêgo Barros se limitou a dizer que não existe nenhuma relação entre o cancelamento da viagem a Suíça com a crise entre Estados Unidos e Irã.

O Ministro da Economia, Paulo Guedes, deverá ser o principal representante do Brasil em Davos este ano.

O Fórum Econômico Mundial é um evento que acontece há quase 50 anos e reúne diversos líderes mundiais e chefes das maiores empresas do mundo para discutir sobre o medidas para o avanço da economia.

Em sua participação na edição do fórum em 2019, Bolsonaro discursou por cerca de apenas 6 minutos e falou sobre diversos temas como segurança, preservação ambiental e desenvolvimento econômico, educação e privatizações.

Na ocasião, ele ainda aproveitou para anunciar a nomeação de Sérgio Moro como Ministro da Justiça e Segurança Pública.

Crise Estados Unidos x Irã

A crise política e diplomática que vem afetando os Estados Unidos e o Irã se tornou ainda mais grave na semana passada quando um bombardeio autorizado pelo presidente Donald Trump atingiu o aeroporto de Bagdá no Iraque. Ao menos 7 pessoas foram mortas, dentre elas o principal general iraniano, Qassem Soleimani, que era chefe de uma unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã e um dos homens mais poderosos do país.

Além de Soleimani, o bombardeio feito por um drone também ocasionou a morte de Abu Mahdi al-Muhandis, chefe das Forças de Mobilização Popular do Iraque, milícia apoiada pelo Irã.

Como resposta ao bombardeio, o Irã ordenou, na última terça-feira (07), o ataque a duas bases militares dos Estados Unidos no Iraque que foram atingidas por pelo menos 15 mísseis. Em resposta à represália iraniana, Trump disse que "estava tudo bem", pois nenhum militar norte americano ficou ferido.

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Representantes da Alemanha, Austrália, Noruega e Nova Zelândia também se pronunciaram e informaram que suas tropas que estavam apoiando os americanos estavam bem.

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