O presidente Jair Bolsonaro estuda a possibilidade de recriar o Ministério da Cultura, que foi rebaixado ao status de Secretaria Especial de Cultura no início do ano passado, ficando subordinada ao Ministério da Cidadania. O comando da pasta era preenchido pelo dramaturgo Roberto Alvim, que foi demitido do cargo na última sexta-feira (17) após a divulgação de um vídeo com referências ao nazismo.

O nome indicado para o comando do possível ministério é Regina Duarte. A atriz paulista foi convidada por Bolsonaro através de uma chamada telefônica realizada poucas horas após a demissão de Alvim.

A condição estabelecida pelo presidente para que a secretaria volte a ser ministério é que a atriz e ex-global aceite seu convite para comandar a pasta. O governo considera seu nome "forte demais" para assumir uma secretaria, e por este motivo visa recriar o ministério.

O presidente deve se encontrar pessoalmente nesta segunda-feira (20), com Regina para uma conversa no Rio de Janeiro, onde ele também deve encontrar o prefeito da capital fluminense, Marcelo Crivella. Segundo informa o portal Terra, uma fonte próxima que acompanha as negociações para a sucessão do comando da Cultura, revelou que a atriz e o presidente querem uma "conversa olho no olho" para que Regina possa entender melhor o que o Bolsonaro espera dela, caso aceite o cargo.

Caso Regina aceite o convite, e o ministério seja restabelecido, ela deve ganhar um salário de R$ 30.934,70, contra os R$ 15.359,19, que era o salário de Roberto Alvim como secretário.

Apenas no governo Bolsonaro, o comando da Secretaria Especial de Cultura já foi trocado três vezes. O primeiro a deixar o cargo foi Henrique Pires, que quando se afastou em agosto do ano passado, após uma polêmica envolvendo filmes com temática LGBT, disse preferir deixar o cargo do que bater palma para a censura.

Em seguida o economista Ricardo Braga foi indicado a assumir, mas deixou o cargo dois meses depois para chefiar uma secretaria do Ministério da Educação.

Regina Duarte

A atriz de 72 anos é conhecida por atuar em novelas de grande sucesso da TV Globo. Apelidada de "a namoradinha do Brasil", iniciou sua carreira na televisão em 1965 na TV Excelsior, mas foi apenas em 1969 que ela passou a integrar o elenco de artistas da TV Globo, onde interpretou dezenas de personagens marcantes como em "Selva de Pedra", "Irmãos Coragem", "Vale Tudo", "Roque Santeiro", "Rainha da Sucata" e "Malu Mulher".

Além disso ela foi a responsável por interpretar a trilogia de Helenas em obras de Manoel Carlos, como "História de Amor", "Por Amor" e "Páginas da Vida".

Regina Duarte é amiga da primeira-dama Michelle Bolsonaro e é uma grande defensora do governo. Foi apresentada ao presidente pela deputada federal, e também amiga, Carla Zambelli, do PSL, de São Paulo.

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