Nesta segunda-feira (20), o presidente Jair Bolsonaro foi questionado pela Folha a respeito de qual seria o número de mortes aceitáveis no Brasil pela infecção do Covid-19. A pergunta foi feita como forma de entender as medidas defendidas pelo presidente frente à abertura das escolas e do comércio em meio à pandemia.

O presidente Bolsonaro de imediato respondeu que não era coveiro e se absteve de mais comentários que envolvesse a relação entre mortalidade e as medidas de restrição. Na entrada do Palácio da Alvorada, o presidente afirmou em tom de anúncio que numa conversa com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), foi citado a abertura das escolas e colégios militares da capital na próxima segunda-feira (27).

De acordo com Bolsonaro a abertura das escolas no DF seria o primeiro passo, porém não deu uma resolução final sobre a decisão. O presidente ainda almeja reabrir as 13 unidades militares do país que estão ligadas ao exército.

Governadores determinam fechamento das escolas

Vários governos estaduais determinaram o fechamento de escolas ligadas ao estado, município e as instituições privadas como medida para ajudar a conter a disseminação do coronavírus (Covid-19) no país.

Houve questionamentos sobre a possibilidade da grande transmissão com a abertura das escolas e o presidente afirmou que não era médico e em seguida voltou a falar sobre a economia, de modo a, pressionar os governadores dos estados.

Bolsonaro, também, citou o decreto que flexibiliza o isolamento social e que conversou com o ex-ministro e deputado Osmar terra (MDB-RS) que, também, é médico e defende o abrandamento do isolamento social.

Bolsonaro afirmou que coincidentemente o novo ministro da Saúde também é economista e ressaltou que este é um bom nome para ficar à frente do ministério.

Ainda acrescentou que conversou com o ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre o que está acontecendo. O presidente afirmou que quer ajudar, mas pediu que os governos deem uma sinalização, pois é preciso perceber até quando será essa ajuda.

De acordo com Bolsonaro, não dá para fugir da realidade, ou seja, em média cerca de 70% da população irá pegar o coronavírus (Covid-19) e que não adianta adiar o inevitável, percentual ‘que ninguém contesta’.

Bolsonaro defende relaxamento social

Contrário às medidas restritivas indicadas por órgãos de saúde e especialistas de vários países do mundo, o presidente do Brasil trocou o ministro da saúde para ter alguém que compartilha de sua tese sobre a pandemia do coronavírus que já levou a óbito de 2.575 pessoas em todo o país.

O Ministério da Saúde registrou 113 novas mortes nas últimas 24 horas.

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