O ministro Luiz Henrique Mandetta, que comanda a Saúde no governo do presidente Jair Bolsonaro, deve deixar a pasta, informa a coluna Painel, da Folha de S. Paulo. Ele mesmo deixou claro à equipe que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) busca um nome para substituí-lo.

O pós-entrevista coletiva de terça-feira (14) ganhou contornos de despedida, revelou o jornal. Ministro e presidente da República travam um embate nas últimas semanas. Mandetta defende um viés técnico no combate ao coronavírus. O presidente está preocupado com os impactos econômicos desencadeados pela doença.

Mandetta contava com a simpatia dos militares que integram o governo. Eles defendiam a manutenção do Ministro da Saúde. Porém, a entrevista concedida ao "Fantástico", da Rede Globo, foi considerada uma afronta ao presidente da República, que não guarda simpatia à emissora da família Marinho. Para os militares, a entrevista foi uma provocação desnecessária.

Carta

O secretário de Vigilância em Saúde, Vanderson Kléber de Oliveira, também adotou o tom de despedida do Ministério. Ele enviou uma carta aos servidores em que afirma ter chegado o momento da despedida. “Sua saída está programada para as próximas horas ou dias”, revelou.

Vanderson afirmou que a gestão Mandetta acabou e que precisa “preparar para sair junto”.

Nomes

A coluna Radar, da revista Veja, revela que o deputado federal e ex-ministro da Cidadania, Osmar Terra (MDB-RS), é um dos cotados a assumir o Ministério da Saúde. Ele conta com o apoio do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), mas conta com a resistência da ala militar do governo.

Alas do governo defendem o nome do secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo.

O nome de Cláudio Lottenberg, presidente do Conselho do Hospital Albert Einstein, é outro nome que ganha força entre empresários que apoiam Jair Bolsonaro. No entanto, tem laços estreitos com o governador de São Paulo, João Doria, afirma a revista.

Mais trabalho

Ainda à coluna Painel, da Folha de S. Paulo, o líder do Progressistas na Câmara, Arthur Lira (Alagoas) criticou a entrevista de Luiz Henrique Mandetta ao "Fantástico".

Para ele, é hora de “mais trabalho e menos entrevista”.

Na opinião dele, enquanto médicos concedem entrevistas, há médicos e outros profissionais de saúde na linha de combate ao coronavírus, sem a estrutura adequada.

Também citou que a população circula sem a proteção devida aumentando pico da doença. A última atualização do Ministério da Saúde mostra que o Brasil, até o momento, registra 1.532 mortes e 25,2 mil casos confirmados. O estado de São Paulo é o mais atingido com 695 mortes.

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