Nesta quarta-feira (27), a deputada estadual de São Paulo Janaina Paschoal (PSL) utilizou suas redes sociais para falar sobre toda a polêmica que vem se estabelecendo entre alguns apoiadores do presidente da República, Jair Bolsonaro, desde a deflagração da operação da Polícia Federal para investigar a disseminação de notícias falsas. O inquérito é comandado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e investiga a possível participação de nomes ligados ao governo federal na criação e no compartilhamento destas notícias.

"O Presidente foi eleito, precisa governar, precisamos de paz.

Esses apoiadores belicosos precisam recuar!", afirmou a deputada em sua primeira mensagem pedindo moderação. A deputada, que foi a autora do pedido de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff e é professora de direito na USP, afirmou que não é hora de se iniciar uma guerra contra o STF. Janaina chegou a afirmar que o inquérito possui diversas falhas e que cabe apenas aos acusados fazerem suas próprias defesas e demonstrarem estas fragilidades da investigação.

Em seguida ela afirmou que é necessário que se tenha moderação também em relação à figura do ministro do STF Celso de Mello, pois, segundo ela, todas as decisões do ministro foram técnicas e não houve nenhum erro na divulgação da reunião do presidente Jair Bolsonaro com seus ministros.

Inquérito inconstitucional

Os apoiadores do presidente da República têm vindo às suas redes sociais criticarem Alexandre de Moraes e acusarem a investigação de ser um inquérito inconstitucional.

Um daqueles que questionou a legalidade da operação foi o filho do presidente e vereador carioca, Carlos Bolsonaro. Carlos fez uma série de publicações em seu perfil do Twitter afirmando que haveria outros motivos para esta investigação que tem os nomes de vários deputados e lideranças bolsonaristas entre os seus investigados.

Ataques pessoais

Outra pessoa que declarou o seu descontentamento e desferiu uma série de ofensas pessoais contra o ministro Alexandre de Moraes foi a ativista Sara Winter.

Sara gravou uma série de vídeos criticando o ministro, chamando os militantes a acamparem na frente da casa de Moraes e o xingando. A militante também chegou a gravar um vídeo chorando após ter o seu dinheiro em plataformas virtuais que utilizava para arrecadar fundos bloqueado.

Gabinete do Ódio

Muitos nomes ligados ao atual governo estão entre os investigados pelo inquérito e, segundo a imprensa nacional, estes seriam nomes ligados ao "gabinete do ódio". O "gabinete do ódio" foi o nome dado por uma parte da imprensa e pelos adversários políticos do presidente Jair Bolsonaro ao que, segundo eles, seria um grupo com grande influência no governo federal e que tem a missão de criar as informações falsas, detratando a honra e a imagem pública de adversários e ex-aliados do presidente.

Alguns ex-aliados do presidente Jair Bolsonaro já deram sinais de que o gabinete do ódio realmente existiria de forma informal, como é o caso do deputado federal paraibano Julian Lemos (PSL), que foi considerado o principal aliado de Bolsonaro na região Nordeste durante a campanha eleitoral e, após uma série de desavenças com os filhos de Bolsonaro, rompeu com o presidente da República, que era o seu grande padrinho político. Em uma entrevista concedida a um canal no YouTube, o deputado falou sobre a existência do "gabinete do ódio", quem seriam seus principais articuladores e como é a forma que os membros agem para destruir a imagem dos seus adversários.

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