Na manhã desta quinta-feira (4), o presidente da República, Jair Bolsonaro, publicou em seu perfil do Twitter um vídeo em que ele aparece gravando com um grupo de atiradores do Distrito Federal. No início das filmagens Bolsonaro deixa o Palácio da Alvorada e começa a conversar com os seus seguidores, como faz todas as manhãs. Assim que começa a conversar com os apoiadores ele é abordado por um dos representantes dos atiradores amadores que pedem a ajuda de Bolsonaro em relação à questão da posse de armas para civis e dizem que estariam tendo problemas com relação à documentação.

Em seguida, outro representante do grupo anuncia que uma comitiva estaria em Brasília para poder ver Bolsonaro, e o presidente responde convidando o grupo para reunir-se com ele e discutirem o tema.

"O senhor não está sozinho não presidente, tudo que acontecer com o senhor estamos juntos", afirmou um dos seguidores ao presidente. O presidente e alguns dos seus apoiadores presentes ainda brincaram sobre a ida de seguidores de Bolsonaro até Brasília para apoiá-lo e o presidente os convida para um churrasco.

Pauta armamentista

O presidente Jair Bolsonaro defendeu desde a campanha presidencial a pauta da revogação do estatuto do desarmamento, que foi aprovado em 2003 e que, segundo Bolsonaro e seus apoiadores, apenas teria desarmado "a população de bem no Brasil".

Durante a campanha, o presidente defendia uma facilitação do porte de armas para donos de propriedades rurais, alegando que estes necessitariam ter maior capacidade de se defenderem devido a pouca capacidade do Estado de garantir no interior a mesma segurança que promove nas grandes cidades.

Ao longo da sua gestão, o presidente vem lançando uma série de medidas que visam beneficiar aqueles que possuem porte de arma, como a capacidade de comprarem uma maior quantidade de munição ao longo do ano.

Debate com Moro

A questão do porte de armas por parte de civis foi inclusive a fonte de algumas das diferenças que surgiram entre o presidente e o ex-ministro da Justiça Sergio Moro. O presidente acusou recentemente o ex-ministro de ser covarde por dificultar as suas tentativas de flexibilizar as medidas que dificultam o acesso do povo às armas.

"Para vocês entenderem quem estava do meu lado, essa IN (Instrução Normativa) 131 é da PF, mas por determinação do Moro. Ignorou decretos meus para dificultar a posse de arma de fogo para as pessoas de bem", afirmou Bolsonaro em um diálogo com seus apoiadores em Brasília.

Resposta de Moro

Já o ex-ministro da Justiça respondeu aos ataques desferidos pelo presidente afirmando que Bolsonaro desejava que o debate sobre a flexibilização da posse e do porte de armas para civis no Brasil se tornasse na realidade uma forma de promoção de uma rebelião armada. Ele concluiu sua fala afirmando que a simples revogação das medidas legais existentes até o momento não seria uma ação responsável.

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