Na segunda-feira (7), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou que, caso consiga reverter sua situação de ilegibilidade na Justiça, ele entrará na disputa pela Presidência da República. O ex-presidente do Brasil deixou clara sua intenção de voltar a ocupar o cargo de presidente da República em carta aberta à nação que foi publicada em vídeo, e também fez duras críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O atual morador do Palácio da Alvorada provavelmente será o principal concorrente de Lula na eleição de 2022.

Agnelo Sad Junior, especialista em direito público e eleitoral, ressaltou em entrevista ao portal IG que o petista continua impedido de concorrer às eleições por ter sido condenado em segunda instância, mas, como relatado por Agnelo, a situação pode mudar se houver uma anulação das decisões judiciais condenatórias.

Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou a data simbólica, o feriado de 7 de Setembro, para divulgar sua carta aberta e criticar de maneira contundente Jair Bolsonaro. Lula afirmou que Bolsonaro "converteu o coronavírus em uma arma de destruição em massa".

Não faltaram adjetivos nada elogiosos para o atual líder do Executivo. Lula afirmou que o presidente Bolsonaro desrespeitou as normas da Organização Mundial de Saúde (OMS) e afirmou que os recursos que poderiam ter sido usados para salvar vidas foram destinados para o pagamento de juros do sistema financeiro. O ex-presidente também comentou sobre o sucateamento do SUS (Sistema Único de Saúde) e do trabalho realizado pelos profissionais da saúde no combate ao novo coronavírus.

Luiz Inácio declarou que governantes se aproveitaram do golpe e congelaram recursos e sucatearam o SUS, o sistema de saúde que é reconhecido mundialmente como um modelo para outros países em desenvolvimento. Para Lula, o colapso poderia ter sido ainda maior se não fosse a atuação dos trabalhadores do sistema de saúde.

'Pesadelo sem fim'

Foi assim que Lula se referiu a situação em que o Brasil se encontra atualmente. Ele continuou suas críticas afirmando que foi aceito com naturalidade, o que ele chamou de “fuga dos debates”, o fato do então candidato Jair Bolsonaro ter participado de poucos debates na época da campanha eleitoral para presidente em 2018.

O ex-presidente também falou sobre as fake news e que muitos fecharam os olhos para o passado de Bolsonaro e que teriam fingido ignorar o discurso de Jair em favor da tortura. Com a vitória de Bolsonaro, milicianos e matadores de aluguel deixaram as páginas policiais para aparecerem no noticiário político, disse Luiz Inácio Lula da Silva. Para o ex-presidente, os processos em que ele foi condenado pela Justiça têm a participação dos Estados Unidos.

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