Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o ex-candidato a presidente de 2018 Fernando Haddad (PT) comentou um pouco sobre os efeitos que as eleições municipais deste ano podem ter sobre o desempenho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em uma provável candidatura à reeleição em 2022. Para o petista, ainda é cedo para dizer se Bolsonaro será reeleito ou não. "É prematuro", disse Haddad. No entanto, ele afirmou que a direita ficou mais forte.

Haddad disse que várias pessoas começaram a se simpatizar com a direita e extrema-direita, no entanto, ele disse que achou que esse número poderia ser maior.

Segundo ele, o bolsonarismo não está mal avaliado, já que conseguiu aprovação de um terço dos eleitores.

O ex-prefeito de São Paulo acha que esse resultado se deu pela assistência prestada pelo Governo durante a pandemia. O pagamento das parcelas do Auxílio Emergencial para aquecer a economia trouxe uma visão diferente para o governo, pois até o que se via falar era que seria investido muito menos.

Haddad completou dizendo que o futuro dos dois próximos anos será incerto, pois o ano de 2020 foi muito diferente de todos os anos vividos pelos brasileiros. Para a economia continuar girando, o governo teve que investir cerca de meio trilhão de reais.

O petista falou também sobre a narrativa de que o Partido dos Trabalhadores (PT) é um partido radical, argumento usado pelos adversários.

Haddad diz que, na verdade, isto foi uma técnica de comunicação usada pelos adversários, mas que não define o partido. Ele ressaltou que qualquer analista político reconhece que o PT sempre foi um partido de centro-esquerda e lamentou dizendo que se a política fosse um jogo limpo o partido seria visto assim.

Para o petista a direita ter escolhido um extremista para concorrer às eleições em 2018 e o classificar também como extremista foi uma estratégia.

Haddad fala sobre desempenho do PT

Sobre a projeção dos votos recebidos pelo PT em comparação aos anos passados, Haddad disse que não houve muita diferença. Para ele, o PT continua com os números de eleitores conquistados em 2016, e nos grandes centros o bolsonarismo perdeu força e o PT cresceu. Já nas pequenas cidades, segundo Haddad, Bolsonaro teve avanços por conta do benefício do auxílio.

Sendo assim, para Haddad o resultado vai ser igual.

Em 2012, 652 cidades elegeram candidatos petistas, já em 2016 esse número foi de 256. Em 2020, só 183 cidades elegeram candidatos petistas, no entanto, houve um maior número de eleitos nas grandes cidades e perdeu apoio nas pequenas cidades. Mesmo assim, o partido não ficou satisfeito com os resultados, pois esperava reconquistar alguns votos perdidos em 2016, segundo Haddad.

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