Segundo informações divulgadas pelo jornal Folha de S.Paulo, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que poderia pautar o pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) antes de deixar o cargo, no próximo dia 1° de fevereiro.

A Folha de S.Paulo revelou que tal informação foi dita por três pessoas próximas de Maia e confirmada pelo coordenador político do Governo, o general Luiz Eduardo Ramos. Maia ligou para Ramos para dizer que não estava gostando de saber que Bolsonaro estava fazendo jogo político para interferir no resultado das eleições para a escolha do novo presidente da Câmara, que acontecem no dia 1° de fevereiro.

De acordo com a legislação, cabe ao chefe da Casa analisar e dizer se deve ou não prosseguir com o processo de impedimento.

Até o momento nenhum dos dois envolvidos em questão falou sobre o assunto, mas Maia afirmou que estava bravo com a situação.

As mesmas pessoas, que afirmaram ter ouvido que Maia queria pautar o impeachment de Bolsonaro, disseram que o político talvez não faça isso de fato.

Maia diz que Bolsonaro pode ser alvo de impeachment

Em uma discussão durante uma reunião da Mesa Diretora da Câmara, que aconteceu no dia 18 de janeiro, Maia disse, em resposta a uma deputada que faz parte do bloco que apoia o deputado Arthur Lira, que se Bolsonaro continuasse apoiando o bloco com esse clima pesado, iria "levar um impeachment" mais cedo ou tarde.

Segundo as informações, o risco de alguns parlamentares que fazem parte do DEM pularem para o bloco de Lira está deixando Maia chateado com o governo e aliados. A ligação de Maia para Ramos se deu porque ele ficou sabendo que o deputado Fernando Coelho Filho (DEM-PE) declarou seu voto para Arthur Lira.

Maia fez aliança com o PT para emplacar Rossi na Câmara

Maia deixa a mesa da Casa este ano. Ele já comanda a Câmara por três mandatos seguidos e de lá para cá pautou inúmeros projetos, como a votação para decidir qual seria o real valor do auxílio emergencial a ser pago à população. Isso porque o presidente ofereceu parcelas com valores entre R$ 200 e 300, mas os parlamentares acharam que esse valor era muito baixo e pressionaram até que o projeto foi votado e estabelecido o valor de R$ 600, inicialmente pago aos brasileiros, mas que depois sofreu redução e ficou no valor de R$300 nas últimas parcelas.

Agora Maia vem apoiando o deputado Baleia Rossi (MDB-SP) para ocupar a vaga e até o momento já recebeu o apoio de 11 partidos. Para ajudar Rossi, o presidente da Câmara buscou alianças com partidos como o PT. Como já foi lembrado por Bolsonaro, que na época falou apenas para criticar a aliança entre os partidos, Maia votou a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Na época, ao justificar, Maia disse que o PT não era a melhor escolha para o Brasil naquele momento.

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