O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se manifestou nesta última quarta-feira (30) sobre a legalização do aborto na Argentina, que liberou que o procedimento seja realizado até a décima quarta semana de gestação.

Ao criticar a notícia, Bolsonaro foi contundente em dizer que no Brasil o aborto não será aprovado enquanto estiver no poder.

Em sua publicação nas redes sociais, Bolsonaro disse que ficou muito triste e ressaltou que as crianças da Argentina estarão sujeitas a serem mortas ainda no ventre das mulheres que as geraram, com o aval do Governo. Bolsonaro disse que um projeto como este não será aprovado em seu governo, pois o aborto não será legalizado no Brasil, porque segundo ele, o seu governo sempre irá lutar para defender os inocentes.

A proposta foi de autoria do governo do atual presidente Alberto Fernández para atender um pedido de reivindicação histórica de coletivos feministas e também para cumprir uma promessa de campanha dele.

Antes da atualização aprovada pelo Senado Argentino, o procedimento só poderia ser realizado quando a gravidez apresentava riscos à mãe ou quando era fruto de um abuso sexual, do mesmo modo como funciona no Brasil.

Como funciona a nova lei do aborto na Argentina

Em 2018 um projeto foi enviado para os parlamentares votarem e não conseguiu a aprovação dos mesmos.

A lei aprovada pelo governo argentino garante às mulheres que o serviço seja feito pelo sistema de saúde de forma gratuita. O pedido pode ser feito antes que a gestação ultrapasse a décima quarta semana e deve ser realizado em 10 dias após o pedido.

A lei cobre às jovens que tenham até 13 anos, desde que esteja acompanhada por um responsável para autorizar a realização do aborto

Aquelas entre 13 e 16 anos só precisarão de autorização se o procedimento comprometer a saúde. Quem tiver mais de 16 anos pode decidir por conta própria e se alguém da família tentar impedi-la de fazer o procedimento, o estado disponibiliza advogados para lutar por seus direitos.

Bolsonaro e o conservadorismo

Bolsonaro sempre apresentou um estilo conservador e defensor da família, e já era previsto que ele tivesse esta postura diante da situação, visto que durante sua campanha, Bolsonaro sempre usou como marca da sua campanha as palavras "Deus" e "família".

Durante as campanhas Bolsonaro ficou conhecido por fazer um sinal com as mãos que representa uma arma. É uma de suas promessas de campanha legalizar o porte de arma no Brasil, pois recentemente ele retirou os impostos sobre a compra de armas por brasileiros no exterior.

Ação que foi bastante criticada por líderes de governo que anseiam para que se encontre uma vacina contra o coronavírus para imunizar a população brasileira. Um dos parlamentares que criticou a atitude de Bolsonaro foi o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ), que disse que enquanto os deputados estavam votando o orçamento para comprar as vacinas, Bolsonaro retirava impostos sobre armas.

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