Parecendo ignorar a lei da oferta e da procura, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) declarou na quarta-feira (6) que o Ministério da Saúde suspendeu a compra de seringas, pois o insumo aumentou de preço devido à alta demanda depois do início da vacinação contra a Covid-19 em vários países do mundo.

Segundo Jair Bolsonaro publicou em sua conta no Facebook, devido à demonstração de interesse do Ministério da Saúde em comprar seringas para abastecer seu estoque regulador, os preços dispararam e então a pasta cancelou a compra "até que os preços voltassem à normalidade".

O líder do poder Executivo ainda declarou que os municípios e estados brasileiros possuem estoque de seringas suficientes para dar início ao processo de vacinação contra a Covid-19, visto que a quantidade de vacinas em um primeiro momento não terá um número elevado, acrescentou o mandatário.

A culpa é da mídia

Segundo Bolsonaro, por volta de 44 países começaram a imunizar seus cidadãos contra a Covid-19, porém boa parte dessas nações receberam apenas 10 mil doses do imunizante da Pfizer/BioNtech.

Então a mídia, segundo Bolsonaro, estaria construindo uma narrativa falaciosa em que esses países estariam vacinando todos os cidadãos.

A publicação de Jair Bolsonaro veio acompanhada de uma lista de alguns dos países que já começaram a vacinação contra o novo coronavírus e a porcentagem da população que já teria sido imunizada.

Mas o presidente Bolsonaro não citou a fonte das informações que compartilhou. A CNN Brasil informou quais foram os países que, proporcionalmente, mais vacinaram a população. Israel está no posto da lista, informou a emissora.

Polêmicas em série

No final de dezembro, o Ministério da Saúde fracassou quando tentou comprar agulhas e seringas para a vacinação no Brasil.

Das pouco mais de 300 milhões de unidades que o Ministério da Saúde pretendia comprar, só conseguiu oferta para quase 8 milhões no pregão eletrônico.

Poucos dias depois disso, a pasta comandada pelo especialista em logística e general Eduardo Pazuello pediu a interrupção provisória da exportação de agulhas e seringas, o que foi aceito pelo Ministério da Economia.

O Ministério da Saúde também pediu à pasta comandada pelo ministro Paulo Guedes que fosse concedida a isenção de impostos sobre a importação de seringas e agulhas.

A CNN teve acesso ao ofício em que o Ministério da Saúde fez o pedido de isenção de impostos ao Ministério da Economia. O documento é assinado por Elcio Franco Filho, secretário-executivo do Ministério da Saúde.

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