A jornalista Gislaine Faria Spagnollo, que atuou como assessora do deputado Baleia Rossi (MDB), candidato a presidente da Câmara dos Deputados, é alvo de investigação após indícios de que teria feito parte de um esquema de caixa dois. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O suposto envolvimento da ex-assessora de Rossi no esquema pode ter ocorrido durante as campanhas do MDB nas eleições de 2016, em uma cidade do interior de São Paulo.

O deputado era quem comandava as campanhas de estados da sigla na época, e após uma ligação anônima citando que Rossi poderia estar praticando crimes de corrupção, a Promotoria decidiu investigar sua ex-assessora.

Gislaine Faria Spagnollo foi funcionária de Rossi e atuou tanto no gabinete na Assembleia Legislativa de São Paulo como nos Congresso. Ela foi indiciada após uma ação anônima ter sido apresentada ao Ministério Público de Pederneiras.

A ex-assessora responderá por denúncias como um contrato feito entre sua empresa, a SG.COM que presta serviços de comunicação e preparação de eventos e o prefeito que foi eleito na época, Vicente Canelada (MDB) e foi ocultado da Justiça Eleitoral durante as apurações de gastos.

De acordo com as informações, o gasto feito por Vicente Canelada na época com a SG.COM foi de R$ 22, 5 mil, mas só foi apresentado à Justiça Eleitoral um contrato avaliado em R$ 5 mil.

Nos documentos apresentados na denúncia constam também que Canelada havia realizado uma pesquisa eleitoral, que não foi apresentada à Justiça Eleitoral e gastos com a ex-assessora de Rossi, incluindo hospedagens de hotel.

O relatório de gastos apresentados por Canelada à Justiça Eleitoral não bate com as denúncias, pois os valores apresentados estão bem abaixo do que estão sendo apresentados na ação que investiga a ex-assessora.

A Promotoria disse que existem suspeitas de irregularidades e passou a informação para a Polícia Federal por conta que Rossi também foi citado na denúncia anônima, no entanto não se tem nada concretizado sobre o suposto envolvimento do deputado.

Ex-assessora de Rossi atuava para seu irmão, Paulo Rossi

Para os investigadores, Gislaine recebeu dinheiro do gabinete para atuar nas campanhas de Rossi e em estúdio de gravação chamado “Candoca Filmes”, que pertence ao irmão de Baleia Rossi, Paulo Rossi.

Através da gravadora, a ex-assessora produziu material de campanha para membros do MDB, como Paulo Skaf, que atualmente é presidente da Fiesp e havia concorrido ao Governo, e Gabriel Chalita, que concorreu a prefeitura de São Paulo.

Paulo Rossi é réu e responde por ação que vem sendo movida na Justiça sob a acusação de que ele supostamente recebeu R$ 1 milhão em espécie da Odebrecht durante as campanhas das eleições que aconteceram em 2014 por meio da empresa Ilha Produação Ltda, que tinha como dona a esposa do deputado Baleia Rossi, Vanessa Rossi.

Foram bloqueados pela Justiça os bens de Palu, resultado da ação desse processo, juntamente com Paulo Skaf. Eles são acusados de caixa dois, lavagem de dinheiro e corrupção.

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