O ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), atendeu nesta segunda-feira (15) a um pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) e determinou que a Polícia Federal realize diligências no inquérito que investiga o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, por conta da crise sanitária que ocorreu em Manaus no começo de 2021.

Entre os pedidos feitos pela PGR e liberados pelo STF estão a liberação de acesso a e-mails de conversas entre o Ministério da Saúde e a Secretaria de Saúde do Amazonas e depoimentos de funcionários da fornecedora de oxigênio para o estado, a empresa White Martins.

PF avança com as apurações

Lewandowski também permitiu que a Polícia Federal tenha acesso aos documentos relacionados à logística de entrega de oxigênio para Manaus e também sobre a transferência de pacientes para hospitais administrados pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH).

A PF também recebeu autorização do ministro para localizar os desenvolvedores do aplicativo TrateCOV e interrogá-los. O aplicativo faz recomendações para seus usuários usarem o chamado tratamento precoce contra o coronavírus, o qual não possui comprovação científica.

Outro ponto que foi cedido por Lewandowski e será apurado pela PF são os gastos do Governo federal com a hidroxicloroquina e a cloroquina e sua distribuição no Sistema Único de Saúde (SUS).

Os medicamentos são comprovadamente ineficazes no tratamento da Covid-19.

Pessoas que atuam tanto no ministério quanto nas Secretarias de Saúde do Amazonas e de Manaus vão ser interrogadas, ainda que não estejam mais no cargo que exerciam.

Começo das investigações

As investigações tiveram início no último dia 25 de janeiro e, desde então, Pazuello é considerado formalmente investigado.

A PGR apresentou o pedido ao STF no último dia 23 de janeiro para investigar se houve omissão de Pazuello que acabou contribuindo para situação ficar crítica no Amazonas.

Pazuello já prestou depoimento à PF no último dia 4 de fevereiro e apresentou à Justiça relatórios que mostram a atuação do governo durante os dias em que ocorreu a crise em Manaus.

O interrogatório durou cerca de 4 horas e aconteceu em sua residência em Brasília.

Alguns detalhes sobre o interrogatório não foram divulgados, mas a assessoria do ministro afirmou que durante o depoimento Pazuello falou sobre as ações da pasta para conter e evitar que a crise em Manaus ocorresse.

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