Sob a alegação de que alguém o informou que seu nome foi citado nas mensagens trocadas entre o ex-juiz Sérgio Moro e procuradores da Lava Jato, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que quer ter acesso ao conteúdo.

As conversas trocadas entre membros da Lava Jato, que tratavam de assuntos diretamente ligados aos investigados por corrupção, inclusive o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que chegou a cumprir prisão, foram hackeadas e depois obtidas pela Justiça na Operação Spoofing e agora estão sendo divulgadas.

Bolsonaro quer acesso às mensagens

Bolsonaro disse que teve seu nome citado entre os diálogos e agora quer entrar com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir acesso ao material.

No entanto, o presidente não disse quem foi que lhe passou a informação, mas garante que foi avisado e, por isso, quer ter acesso às mensagens.

Em 2019, quando surgiu a notícia que aparelhos de autoridades e políticos foram invadidos, Bolsonaro disse que o máximo que podiam saber sobre ele era alguns palavrões e levantou dúvidas se se seriam verdade ou não os conteúdos que tinham sido vazados para imprensa.

Desta vez o presidente está com uma opinião diferente quanto ao vazamento das mensagens. Segundo Bolsonaro, seu maior interesse em ter acesso ao material é para descobrir quem vendeu informações do Coaf para Justiça relacionadas a um de seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), que é investigado no inquérito das “rachadinhas” na Alerj.

Isso porque as investigações contra o senador começaram a partir de um relatório emitido pelo órgão, que mostrou transações consideradas suspeitas do ex-assessor Fabrício Queiroz, o que motivou o Ministério Público a abrir uma ação contra Flávio Bolsonaro.

Bolsonaro disse que havia solicitado acesso às mensagens e que pretende revelar a todos o conteúdo.

O presidente disse que as pessoas iriam ficar admiradas com o que revelam as mensagens.

Bolsonaro quer saber quem vendeu informações sobre ele e sua família

O mandatário dá a entender que as conversas mostram que agentes da Justiça tiveram acesso a dados financeiros dele e da família. Em seguida ele disse que não tem problema em alguém ter acesso aos seus dados pessoais, desde que haja uma ordem judicial para isso e questionou se estas pessoas respeitam a lei.

Bolsonaro afirmou que queria saber quem foi que estava repassando as informações, as quais, segundo ele, eram vendidas.

Ele então ressaltou que tem coisas a seu respeito nas conversas e disse esperar que o STF libere o acesso para ele.

As mensagens foram examinadas e periciada por haver uma dúvida quanto a veracidade do conteúdo. Após um julgamento no STF, a defesa do ex-presidente Lula conseguiu o acesso às mensagens.

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