Segundo informações do jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participou de uma reunião com ministros da ala militar do Governo federal para discutir, entre outros temas, a troca do ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello. O encontro aconteceu na noite do sábado (13) e estiveram presentes o ministro da Casa Civil, Braga Neto, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo, o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, e próprio Eduardo Pazuello.

Existe uma avaliação de que a mudança na estratégia do governo federal no que diz respeito à pandemia passa a ser a vacinação, e esta estratégia teria como ponto de partida a substituição de Pazuello.

De acordo com interlocutores de Bolsonaro, isso deverá acontecer nos próximos dias. A intenção é que o novo comandante da pasta da Saúde seja um nome técnico, e não um político.

Queda

No domingo (14), veículos de comunicação noticiaram a queda de Pazuello, notícia essa que deverá causar um grande impacto político pelos próximos dias. Após os rumores da saída de Eduardo Pazuello do Ministério da Saúde, já se iniciou o processo de busca de um nome para o comando da pasta, que no momento é a área mais crítica do governo Bolsonaro, por causa da pandemia da Covid-19.

O site Metrópoles afirmou que ouviu um ministro que confirmou a troca de comando no Ministério da Saúde, porém a fonte afirmou que o processo levará alguns dias para ser concluído.

Sem revelar qual foi a doença, o ministro ouvido pelo Metrópoles declarou que Pazuello está passando por um problema de saúde e a pressão por estar à frente do Ministério da Saúde alcançou o seu limite.

O jornal O Globo publicou na manhã de domingo que aliados do presidente da República já teriam feito contato com dois médicos cardiologistas que estão sendo cotados para a vaga deixada por Pazuello.

Os médicos seriam: Marcelo Queiroga, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, e Ludhmilla Abrahão Hajjar, professora associada da USP.

Ainda neste domingo (14), por meio de sua assessoria, o ministro Eduardo Pazuello negou que estivesse doente,afirmou que continua no Ministério da Saúde e que só sairá de lá quando for do desejo de Jair Bolsonaro.

Centrão e efeito Lula

Como relatado pelas jornalistas Luciana Amaral e Carla Araújo em matéria no site UOL, o bloco de partidos conhecido como centrão, que no momento está alinhado ao governo Bolsonaro de olho em espaços na administração pública, aumentaram a pressão pela saída de Pazuello, após o nome do ex-presidente Inácio Lula da Silva (PT) voltar a ser uma possibilidade –pelo menos até o momento– para a eleição presidencial de 2022, no momento em que o Brasil enfrenta o pior momento da pandemia da Covid-19.

Com a exceção dos aliados mais fiéis de Bolsonaro no Congresso Nacional, parlamentares estão de acordo já há algum tempo que a presença do general Pazuello se tornou “insustentável”. O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), um dos principais líderes do centrão, não esconde mais se desejo de ver Pazuello fora do Ministério da Saúde.

No domingo (14), Lira cobrou um nome que tenha capacidade técnica e também política, ele cogitou o nome de Ludhmila Abrahão Hajjar nas redes sociais para o comando da pasta, a cardiologista se reuniu com o presidente Bolsonaro no domingo (14).

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