Após encontrar o corpo esquartejado de um bebê em um terreno baldio na última sexta-feira (23), no bairro Marechal Rondon com Vista Alegre, na cidade de Cachoeirinha, região metropolitana de Porto Alegre, a Polícia Civil começou a encontrar na segunda-feira (26), pistas relevantes pertinentes ao caso. Imagens das câmeras de segurança da região mostraram um homem deixando os restos mortais da criança dentro do terreno.

De acordo com o delegado responsável pela investigação do caso, Maurício Barison, o caso está sendo considerado complicado e a motivação do crime ainda é um mistério. Segundo Barison, o próximo passo das investigações será procurar identificar o suspeito através das análises das imagens e também de depoimentos de algumas testemunhas. “As imagens das câmeras tem uma definição bem razoável, mas ela fica bem distante do local de onde o suspeito aparece com os restos mortais da criança”, explicou o delegado titular da 2ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha.

Barison ainda relata que está muito difícil identificar a criança e seus pais porque ela ainda não tinha sido registrada. “Com certeza esse bebê não foi devidamente registrado, e isso dificulta e muito a sua identificação e de seus pais. Estamos trabalhando muito nas imagens da câmera de segurança para tentar identificar o homem que deixou o corpo da criança no local”, comentou o delegado.

Entenda melhor o caso

Por volta das 11h desta última sexta-feira, moradores teriam escutado uma matilha de cães brigando e latindo na rua, ao espantarem os animais perceberam que os cachorros estavam disputando a cabeça de uma criança recém-nascida.

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Polícia

Diante daquela situação, os populares chamaram imediatamente o Batalhão da Polícia Militar e Civil. Ao chegarem no local, os agentes foram até um terreno baldio onde estava sendo construído um prédio e lá encontraram o braço direito da criança e uma placenta parecida com um rim.

O local foi devidamente isolado para que membros do Instituto Geral de Perícia pudessem realizar os primeiros trabalhos investigativos.

Logo de início, a polícia descartou que os membros da criança pudessem ter sido separados do corpo por conta dos cachorros que ali estavam, pois os cortes pareciam ter sido feitos com uma faca. Foi descartada também a hipótese de que o corpo teria sido deixado ali por conta de um ritual religioso.

Inicialmente, a principal linha de investigação da polícia seria que uma mulher teria dado à luz no local e depois matado e cortado o bebê.

Segundo a polícia, uma mulher já identificada estaria sendo investigada.

Os policias realizaram várias diligências nos hospitais da região para tentar encontrar alguma pista sobre quem seria a suposta mãe da criança. Clínicas de dependentes químicos, abrigos e residências, também foram verificados.

A polícia pede para que a população realize denúncias anônimas que possam ajudar na resolução do caso.

O telefone 190 ou 181 da Polícia Civil está à disposição para quaisquer informações. Lembrando que todas as denúncias serão verificadas e a identidade do denunciante será mantida em absoluto sigilo.

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