Após o vazamento do site The Intercept Brasil, ouve uma polêmica nas redes sociais e o questionamento das pessoas com viés de esquerda que apoiam o ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP), preso em 2018. Outras pessoas que apoiam a operação Lava Jato, dizem que isso é uma maneira de eliminar a Operação e não vai inocentar o ex-presidente Lula.

Em depoimento ao Senado, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, na ultima quarta-feira (19), disse não ser apegado ao seu cargo.

Ainda, disse que o país não precisa de “heróis” e sim, de instituições serias. O fato é que o depoimento do ministro foi usado para defender os dois lados, seja a esquerda ou seja a direita, as redes sociais – principalmente o Twitter.

O jornalista Josias de Souza, no Programa Jornal da Manhã, veiculado a rádio Jovem Pan, disse que Sérgio Moro fez uma estruturação da sua própria defesa no Senado segurando em 4 pilares.

Segundo ele, em primeiro lugar, Moro põe em dúvida se essas mensagens são mesmos verdadeiros. Em segundo lugar, Moro diz que a espionagem e a interceptação das mensagens são fruto de um trabalho profissional.

Ainda, segundo Josias, em terceiro lugar, Moro nega haver qualquer trama entre ele e a Lava Jato para prender o ex-presidente. Em quarto lugar, fez uma defesa a Operação Lava Jato e disse que a operação está sob risco de acabar.

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Lava Jato Sergio Moro

Josias ainda disse que com esse coquetel de argumentos, Moro conseguiu driblar as dificuldades na área politica e está esperando impedir a anulação das sentenças da operação.

O ministro que não perdeu a calma

Segundo o site de notícia Metrópoles, foram nove horas de sessão nessa comissão – de Constituição e Justiça do Senado Federal – e o tempo todo negou tanto a veracidade das mensagens, quanto o conluio atribuído nas mensagens vazadas.

Segundo o próprio ministro, não houve nenhum ato irregular nas mensagens.

Na audiência foi considerado pelo Metrópoles foi um anticlímax para os senadores da oposição que não alcançaram seu objetivo que era desestabilizar a calma do ministro Moro. Em nenhum momento, Moro se desviou do roteiro traçado desde a última segunda-feira (17), quando começou a duvidar e fazer questionamentos sobre se as mensagens são verdadeiras ou não.

Segundo o site, esse questionamento parece funcionar. Não alcançaram nenhum momento de “fervura” que, a oposição, pudesse explorar politicamente.

No meio da tarde, quando faltavam responder quarto perguntas, Moro sustentou que a crise econômica não teve nada a ver com a Lava Jato. Ainda questionou se houver um assassinato se o responsável é o assassino ou o policial. Moro ainda disse, que não se arrepende, porque eles (Lava Jato), mudou a cara de impunidade que vivia o Brasil até então.

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