O ex-ministro da justiça Sérgio Moro, anunciou em entrevista coletiva realizada na sexta-feira (24), seu pedido de demissão do cargo, tornando público uma série de movimentações suspeitas por parte do Jair Bolsonaro, com objetivo de controlar a polícia federal e obter dados sigilosos sobre investigados. O desejo do presidente em trocar o diretor da polícia federal, não agradou em nada ao então Ministro Sérgio Moro, agravando uma crise entre os dois, terminando em lavação de roupa suja ao público.

Sergio Moro x Jair Bolsonaro

Depois que tudo veio ao público, com o pronunciamento do Sérgio Moro e mais tarde o pronunciamento do Jair Bolsonaro, iniciou-se uma polarização nas redes sociais, uma guerra entre apoiadores do Jair Bolsonaro contra apoiadores antipetistas, que veem na figura do Moro como um herói nacional.

No meio deste debate, deu-se início a pré-campanha para eleição presidencial de 2022. Parece até absurdo pensar em eleição presidencial agora, durante uma crise de saúde. Sabemos que na política tudo é visto com antecedência, nenhum candidato aparece do nada em ano de eleição. Sempre tem um trabalho que o antecede.

A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), ex-aliada do Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018, iniciou em suas redes sociais, a campanha do Sérgio Moro para 2022. "Começa agora a campanha MORO 2022", afirmou a deputada em sua conta no Twitter.

Apoio político a Sergio Moro

O partido Podemos, comandado pela deputada federal Renata Abreu, divulgou na sexta, uma nota oficial sobre o posicionamento do partido diante a demissão do ministro da justiça.

Em nota, o Podemos afirmou: "a saída do Moro representa o afastamento do Governo Bolsonaro com o combate à corrupção". O Senador Álvaro dias também comentou no twitter: "Mais graves que a demissão são os crimes denunciados".

O Podemos bem antes da demissão do Sergio Moro, demostrava total apoio ao ministro.

Álvaro Dias durante um debate eleitoral na eleição presidencial de 2018, deixou claro que o seu ministro da justiça seria Moro. O partido recebeu o rótulo "lavajatista", ganhando apoio de deputados e senadores de outros partidos que se identificam com a causa.

Sérgio Moro bem avaliado em pesquisa

Uma pesquisa divulgada ano passado (2019) pela Veja, em parceria com a FSB, diante um cenário de segundo turno entre Jair Bolsonaro e Sérgio Moro, mostrava que Moro levaria a melhor com 38% em comparação aos 34% de Bolsonaro.

É claro que devemos ter cautela ao analisar estes dados, pois representa um cenário totalmente diferente deste que vivemos hoje. Só que o intuito é deixar claro, mesmo antes de um rompimento dos dois e desgastes pela crise; o mesmo eleitorado antipetista que votou em Bolsonaro, não necessariamente é um eleitor fiel. Que o Moro possui sua força política, mesmo sempre deixando claro que não era político e não teria pretensões em ser.

Impeachment ou Renúncia de Jair Bolsonaro

Sobre os pedidos de impeachment de Jair Bolsonaro, uma grande parcela considerava improvável tal situação diante o que se apresentava no cenário. Porém, agora a situação mudou completamente. Apesar de doloroso para nossa democracia, um impeachment é real diante os fatos que se apresentam.

Não é uma alternativa que uma parte da classe política quer, pois, agravaria ainda mais uma crise de representatividade política, como vimos nos processos de Collor e Dilma. Apesar de difícil a possibilidade, uma renúncia do presidente poderia evitar o prosseguimento da crise que se instalou dentro do governo, onde abre para uma radicalização mais uma vez nas ruas do nosso Brasil.

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