Ao deixar o Palácio da Alvorada, nesta manhã, o atual chefe do executivo, Jair Messias Bolsonaro (sem partido) parou para conversar com seus apoiadores. Um deles questionou a postura do ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta em um programa de Televisão da Rede Globo.

Segundo informações do portal UOL, o presidente desconhece as palavras proferidas pelo ministro, pois, segundo o bolsonaro, ele não assiste a emissora de televisão. "Para toda a imprensa: eu não assisto à TV Globo", disse Bolsonaro. Ainda segundo o UOL, Bolsonaro se mostrou irritado ao afirmar que não assistia à Rede Globo, e não seria agora que iria assistir.

Bolsonaro e polêmica com Mandetta

Dias atrás, o atual chefe do executivo se envolveu em uma polêmica com o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. O presidente da República havia anunciado publicamente que estava tendo divergência de ideias com o médico a respeito do isolamento social do novo coronavírus. Em decorrência disso, Bolsonaro cogitou demitir Mandetta.

Antes de assinar a demissão, o presidente se reuniu com alguns parlamentares do seu atual Governo para debater a respeito da demissão do ministro da Saúde, onde eles chegaram a um senso comum que não seria válido demitir Mandetta. Depois dessa reunião, Bolsonaro se pronunciou novamente sobre o caso, informando que o ministro iria permanecer por mais algum tempo no governo.

Sobre o caso, Luiz Henrique Mandetta se pronunciou através de entrevistas, onde ele afirmou que Bolsonaro tem uma visão diferente sobre os problemas envolvendo o novo coronavírus, onde o chefe do executivo visa a retomada de parte das atividades profissionais enquanto o ministro questiona, dizendo que o Brasil não pode retomar parte dos trabalhos.

Entrevista de Mandetta no 'Fantástico'

Na tarde desde último domingo (12), o ministro da Saúde concedeu uma entrevista para o "Fantástico", que é um programa de televisão da Rede Globo. Após ser questionado pelo repórter Murilo Salviano a respeito do avanço do novo coronavírus, Mandetta informou que é importante a colaboração da população brasileira, tendo em vista que ainda não foi elaborado em medicamento para coibir o contágio do vírus.

Além disso, o ministro voltou a mencionar o atual presidente da República. "Eu espero que essa validação dos diferentes modelos de enfrentação possa ser comum e termos uma ala única, uma fala unificada. Porque isso leva pro brasileiro uma dubiedade. Ele não sabe se ele escuta o ministro da Saúde, se ele escuta o presidente, quem é que ele escuta", disse Mandetta.

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