Flordelis dos Santos ficou conhecida por tirar das ruas crianças e acolhê-las em sua casa no Rio de Janeiro. Ao todo foram 20 anos realizando projetos sociais em comunidades carentes. No decorrer de sua carreira, a ex-moradora da favela do Jacarezinho acabou tornando-se famosa entre os cariocas após se lançar na carreira gospel.

Em 2018, a cantora decidiu candidatar-se ao cargo de deputada federal pelo PSD, quando foi eleita com quase 200 mil votos. Em 2019, veio a reviravolta na vida de Flordelis, após a morte do marido Anderson do Carmo. A investigação revelou que dois filhos da parlamentar teriam assassinado Anderson.

O desmantelamento da parlamentar foi ganhando cada vez mais ímpeto com o surgimento de testemunhas relatando o lado sombrio da pastora.

Flordelis aplicou castigos com pimenta entre adotivos

Os relatos são dos próprios filhos da parlamentar, os quais alegam que os tratamentos eram desiguais entre os filhos biológicos e os adotados.

De acordo com as denúncias, na casa nem todos tinham os mesmos direitos. Uma das filhas adotivas da pastora, Daiane Feres, contou em seu depoimento que a parlamentar costumava usar a imagem dos adotivos para se promover na carreira política.

Uma ex-funcionária da parlamentar, em seu depoimento, afirmou que, em algumas ocasiões, os filhos adotivos de Flordelis eram obrigados a comer pimenta como forma de castigo.

Além disso, os adolescentes eram orientados a trabalhar fora e o dinheiro que ganhavam teria que ser repassado para Flordelis e o pastor Anderson do Carmo.

Flordelis mantinha adoções irregulares

A desburocratização nos processos de adoções era um dos temas mais defendidos por Flordelis antes de ingressar na vida pública.

Segundo testemunhas, ela mantém três doações irregulares envolvendo crianças e adolescentes. Um dos casos envolve o jovem Daniel dos Santos, registrado como filho biológico de Anderson com Flordelis.

Uma investigação da Polícia apontou que a mãe biológica de Daniel teria entregado o filho para a pastora após o nascimento do mesmo.

O recém-nascido foi registrado como filho biológico do casal para evitar um processo de adoção.

Flordelis sabia dos relacionamentos entre os filhos

Segundo relatos dos adotivos que passaram pela casa da parlamentar, alguns contaram detalhes sobre os relacionamentos entre os filhos dentro da residência. Segundo relatos, Adriano, filho biológico da pastora, tinha duas irmãs adotivas como amantes, em meio ao namoro dele com sua atual esposa.

Ainda de acordo com as informações, o pastor Anderson do Carmo também chegou à casa da pastora por meio de um relacionamento que tinha com uma filha de Flordelis. Mais tarde, Anderson acabou se casando com a pastora. O caso era desconhecido do público em geral e só foi exposto depois da morte de Anderson.

Rituais secretos

Uma testemunha que passou pela casa de Flordelis na década de 1990 contou à polícia que no interior da residência era comum a prática de rituais com sangue. Em algumas ocasiões, os membros costumavam participar deste rituais despidos em meio à prática de relações íntimas.

O homem, que não teve a identidade revelada, acredita ter participado de um seita e que manteve atos sexuais com a própria pastora.

A testemunha também contou que naquela época Anderson residia na casa e que uma vez pediu permissão a Flordelis para se relacionar com uma jovem que estava há poucos dias na casa.

O depoente também revelou que era comum a pastora receber em sua residência sacerdotes vindos de outros países e que meio a tudo isso Flordelis costumava oferecer uma das filhas para relação íntima.

Frequentadores de casa de swing

Segundo o relato de uma ex-fiel da igreja da pastora à polícia, o casal costumava frequentar uma casa de swing na zona oeste do Rio de Janeiro. A testemunha afirmou que ficou sabendo do caso depois que uma colega de trabalho afirmou ter visto o casal frequentando a boate.

Os investigadores também suspeitam de que Anderson foi morto após retornar com Flordelis de uma dessas casas. A polícia desconfia da versão apresentada pela deputada, afirmando que ela e o marido haviam voltado do centro de Copacabana após comer um aperitivo.

Um fato que chama a atenção dos investigadores é que Flordelis não soube responder o nome e nem a localização do estabelecimento.

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