Recentemente, o Ministério Público do Acre entrou com uma liminar na Justiça pedindo para que o goleiro Bruno Fernandes volte a usar tornozeleira eletrônica.

O pedido foi deferido pela Justiça nesta segunda-feira (7) e despachado pelo juiz da Vara de Execuções Penais Hugo Torquato.

Com isso, Bruno, que defende o Rio Branco AC, volta para prisão domiciliar com o uso da tornozeleira. O goleiro responde atualmente em regime semi-aberto pelo assassinato da modelo Eliza Samudio.

Recentemente, o jogador falou sobre esse e outros temas em entrevista exclusiva ao SBT.

Bruno volta a usar tornozeleira eletrônica

Durante uma entrevista ao programa "Conexão Repórter", do SBT, o goleiro Bruno afirmou ao jornalista Roberto Cabrini que não se sente obrigado a pedir desculpas a ninguém. Durante a matéria, o jogador se recusou a comentar sobre a morte de Eliza e afirmou que está dormindo com a consciência tranquila.

Questionado por Cabrini se deveria pedir perdão à família da modelo, Bruno disse que não irá pedir perdão a ninguém, afirmando que todas as pessoas às quais ele se desculpou já o perdoaram. O atleta também afirma que, para ele, a condenação não pareceu nada justa.

Após ser questionado mais uma vez se preferia se manifestar sobre a morte da modelo, Bruno disse que não responderia perguntas sobre o caso Eliza, pois, segundo ele, o processo está nos autos e quem deve responder às perguntas é a sua advogada.

Goleiro Bruno nega ser o mandante da morte de Eliza

A Polícia atribui a morte de Eliza ao filho que a modelo teve com o jogador. Entretanto, o goleiro nunca reconheceu o filho como seu herdeiro. Bruno ainda tem mais três filhas, duas do primeiro casamento e uma do segundo. O goleiro afirmou que só irá reconhecer o filho mediante um exame de DNA.

No mesmo dia em que foi ao ar a entrevista com Bruno, em outros trechos o programa de Cabrini aproveitou a ocasião para entrevistar o filho do goleiro, Bruninho, de 10 anos, acompanhado de sua avó. Ao ser perguntado se tem vontade de conhecer o pai, o garoto respondeu: "Por enquanto não. No futuro, talvez".

Relembrando o caso

O caso envolvendo a morte da modelo Eliza Samudio gerou repercussão nacional em junho de 2010. Na época em que Bruno ainda era titular do Flamengo, aos 25 anos, Eliza alegava estar esperando um filho do goleiro, que recusava assumir a paternidade.

Após os inúmeros conflitos entre o casal, dias antes de sua morte, Eliza registrou um Boletim de Ocorrência contra Bruno, alegando ter sido agredida pelo jogador.

Na época, a mulher contou que teria sido obrigada por Bruno a tomar um medicamento abortivo. Como teria recusado, começou a ser agredida pelo jogador. Eliza contou à época que Bruno estava em seu apartamento acompanhado por amigos, os quais portavam armas de fogo.

Após o episódio, a relação entre o casal teve um final trágico para Eliza, que, segundo as investigações da polícia, foi executada com requintes de crueldade a mando do próprio jogador.

Antes de ser executada, a mulher teria sido levada para uma chácara de Bruno no interior de Minas Gerais, onde mais tarde seria vítima de estrangulamento e esquartejamento.

Após ser preso, em seu depoimento, Bruno alegou que Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como ''Bola'', teria executado a modelo e jogado os restos mortais de Eliza para os cachorros.

Após a conclusão do inquérito policial, a Justiça condenou Bruno a 17 anos e 6 meses de detenção pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, além de mais 3 anos e 3 meses por sequestro e cárcere privado do filho Bruninho. O atleta ainda foi condenado a 1 ano e 6 meses de cadeia por ocultação de cadáver, mas esta pena foi extinta após a Justiça entender que o crime prescreveu.

Além do goleiro, Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como ''Macarrão'', outro envolvido no crime, conseguiu liberdade condicional em 2018.

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