Milhares de mulheres foram assassinadas nos últimos três anos. Conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que foi divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, entre os anos de 2016 e 2018, 3,2 mil mulheres tiveram suas vidas interrompidas por parceiros ou ex-companheiros.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) também divulgou uma estimativa do mesmo período, no qual mais de 3 mil casos de feminicídio não foram notificados.

O Anuário Brasileiro revela também que em 2016, após a tipificação do crime no Código Penal, foram registrados 929 casos no país.

No ano seguinte, foram 1.075, e, em 2018, registrados 1.206 casos.

Os dados apresentados mostram que cada ano os casos de feminicídio estão sujeitos a alterações. O feminicídio é tipificado como o assassinato de uma Mulher pelo simples fato de ela ser mulher. A motivação do crime é o ódio, desprezo ou sentimento de perda de controle que o companheiro tinha sobre aquela mulher, já que muitos homens no Brasil ainda veem uma mulher como sua propriedade.

A Lei do Feminicídio foi implementada no Código Penal Brasileiro em março de 2015.

Machismo x Feminicídio

O Brasil ocupa o 5º lugar em mortes de mulheres no ranking de 84 países. A nossa sociedade é tida como culturalmente machista por diversos especialistas, e a discriminação provém do patriarcado, no qual a mulher está em um lugar de inferioridade, submissão e subserviência. Desta forma, o homem exerce o papel de autoridade e a mulher deve servir. Dentro desse contexto, mulheres de diferentes idades, classes e escolaridades afetam diversos tipos de violência de gênero, violências sexuais, psicológicas, morais, práticas e domésticas.

Feminicídio pode ser evitado

O que pode ser observado é quantas vezes os casos de feminicídio podem ter sido evitados, já que estão sujeitos a um processo de violência contínua. Segundo especialistas, o crime é previsível, sendo possível evitá-lo. Os casos de feminicídio ocorridos em janeiro do ano passado mostraram que 71% das vítimas foram assassinadas pelo atual companheiro ou ex-companheiro, 9% ou assassinato era conhecido, e apenas 2% dos casos ou agressor era desconhecido.

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