O ex-ministro da Fazenda durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Antônio Palocci, teve trechos divulgados de seu acordo de colaboração premiada juntamente à Polícia Federal, no âmbito das investigações da Operação Lava Jato. A Lava Jato é considerada a maior operação anticorrupção na história do país e é conduzida em primeira instância, a partir da 13ª Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

De acordo com informações prestadas pelo ex-ministro petista Antônio Palocci, documentos teriam sido retirados de residências de ex-assessores do ex-presidente Lula e também do Instituto Lula, que é ligado ao ex-mandatário petista.

Entretanto, ainda de acordo com o ex-ministro Palocci, tudo teria ocorrido, antes mesmo da realização de uma das fases da Operação Lava Jato, em que o ex-presidente Lula teria sido levado para prestar depoimento à Justiça em meados de junho do ano de 2016.

Retirada de documentos

As declarações dadas pelo ex-ministro Antônio Palocci constam em trechos de seu acordo de delação premiada que foi divulgado na última quinta-feira (7), por meio dos sites de notícias G1 e O Antagonista.

O documento chegou a ser confirmado pelo site UOL, porém, através de anonimato de uma fonte que faz todo o acompanhamento do caso. Vale ressaltar que o depoimento prestado por Antônio Palocci foi dado pelo ex-ministro em meados de abril do ano passado.

Segundo trechos da delação, o ex-ministro Antônio Palocci teria confidenciado que Paulo Okamotto e Clara Ant teriam conhecimento de que o ex-presidente Lula seria alvo de uma operação policial desencadeadas pela Polícia Federal.

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Eles teriam, inclusive, a ciência relacionada à data em que ocorreria o episódio.

Vale ressaltar que Paulo Okamotto é presidente do Instituto Lula e Clara Ant é ex-diretora da entidade ligada ao ex-mandatário petista. A partir das informações reveladas por Palocci juntamente à força-tarefa de investigação da Operação Lava Jato, os documentos que serviriam para a verificação de provas em relação ao caso, teriam sido retirados das residências de Okamotto e Clara Ant.

O presidente do Instituto Lula teria dito que fez uma "limpa" em sua casa, segundo o ex-ministro Palocci.

Tanto Paulo, quanto Clara, foram alvos de uma operação da Polícia Federal, no âmbito da Lava Jato, denominada de "Operação Aletheia", em 04 de março de 2016. Naquela ocasião, o ex-presidente Lula fora alvo de condução coercitiva para que pudesse prestar depoimento à Polícia Federal.

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